“Estou disponível para tudo”, diz Luís Neves em resposta à IL
A IL anunciou que vai pedir a presença do ministro da Administração Interna, Luís Neves, na Comissão Permanente da Assembleia da República para prestar esclarecimentos.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, garante que se vai manter em funções. “Sinto -me legitimidade para continuar a fazer o meu trabalho e estou disponível para tudo”, disse o ex-diretor da PJ, na sequência da polémica relacionada com os seus mandatos à frente da polícia.
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A IL anunciou que vai pedir a presença do ministro na Comissão Permanente da Assembleia da República para prestar esclarecimentos. “O silêncio está a tornar-se insuportável. A Iniciativa Liberal vai submeter um requerimento ao presidente da Assembleia da República para chamar o ministro da Administração Interna à Comissão Permanente para prestar os esclarecimentos devidos ao país”, escreve a presidente da IL, Mariana Leitão, numa publicação na rede social ‘X’.
A Comissão Permanente é o órgão que assegura o funcionamento do Parlamento fora dos períodos de trabalho normais, sendo presidida pelo presidente da Assembleia da República e composta pelos vice-presidentes e por deputados indicados por todos os partidos com assento parlamentar.
Na última conferência de líderes, que agendou o reinício dos trabalhos parlamentares depois das férias, a Comissão Permanente ficou marcada para o dia 9 de setembro.
A polémica relacionada com o ministro da Administração Interna teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira a empresa Construbarcelos, anteriormente responsável por obras na PJ, quando Luís Neves era diretor nacional.
Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.
Na passada sexta-feira, a Polícia Judiciária anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
No mesmo dia, a PGR confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado ‘Operação Pacoba'”.
Sobre o inquérito da PJ, a direção nacional desta polícia explicou, em comunicado, que “teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos”.
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