Impasse na Nova de Lisboa? Ministro diz que decisão do Conselho de Curadores “estará para breve”
Paulo Pereira foi eleito em maio (novamente) reitor da Universidade Nova de Lisboa, mas Conselho de Curadores ainda não decidiu se vai ou não homologar essa escolha. Ministro pediu informação.
O impasse na Universidade Nova de Lisboa (UNL) deverá ser resolvido em breve. O sinal foi dado esta quinta-feira pelo ministro da Educação, que adiantou que “estará para breve” a decisão do Conselho de Curadores de homologar ou não homologar a eleição do reitor dessa instituição, processo que já se arrasta há mais de dois meses, conforme escreveu o ECO.
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“Em relação à eleição do reitor da Nova, continuamos a aguardar. Estamos em contacto com o Conselho de Curadores. Temos pedido informações ao Conselho Geral. Temos pedido informação ao Conselho de Curadores. De acordo com a informação que nos transmitiram, estará para breve a decisão do Conselho de Curadores em relação à homologação ou não da eleição do reitor da Universidade Nova de Lisboa“, explicou esta tarde Fernando Alexandre, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de Conselho de Ministros.
A eleição para o cargo de reitor da Universidade Nova de Lisboa aconteceu, inicialmente, em setembro do ano passado, tendo Paulo Pereira conquistado, nessa altura, 14 dos 27 votos do Conselho Geral.
O investigador tomou posse e começou a exercer funções, mas o Tribunal Administrativo decidiu, já em março deste ano, conforme noticiou o ECO, que todos os atos do procedimento eleitoral teriam de ser repetidos, de modo a incluir a candidatura do professor Pedro Maló, apesar de este não ser catedrático.
A repetição da eleição foi marcada para 24 de abril, mas acabou por não acontecer por falta de quórum. Foi, então, reagendada para 30 de abril. Voltou, porém, a falhar pelo menos motivo. Já a 13 de maio foi possível realizar a eleição e Paulo Pereira saiu novamente vencedor.
Entretanto, segundo apurou o ECO, em julho, o Conselho de Curadores da UNL reuniu-se, mas a eleição que tinha tido lugar a 13 de maio não foi homologada. Questionada, a UNL adiantou ao ECO que o Conselho de Curadores “não tomou qualquer decisão sobre a homologação da eleição do reitor“.
Ou seja, dois meses depois da eleição, a escolha continua por homologar. O ECO perguntou, desde logo, à UNL o motivo deste impasse e as suas consequências para a legitimidade do próprio reitor, mas a essas questões não obteve resposta.
Também esta sexta-feira, o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, endereçou uma pergunta ao Governo sobre esta situação. “É importante esclarecer por que razão a eleição do reitor da Universidade Nova de Lisboa ainda não foi homologada“, frisa o parlamentar.
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