Trump pondera ataques “maiores do que nunca” contra o Irão

  • Tiago Martins d'Oliveira e Lusa
  • 23 Julho 2026

Donald Trump admitiu estar a ponderar uma nova operação militar contra o Irão, afirmando que poderá ser "maior do que nunca", numa altura em que aumenta a tensão no Médio Oriente.

Na sequência dos ataques norte-americanos nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quinta-feira que pondera lançar uma nova operação militar contra o Irão, admitindo que poderá ordenar ofensivas “maiores do que nunca”, superando a dimensão da operação Epic Fury (Fúria Épica).

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“Estou a considerar um ataque massivo. Maior do que alguma vez aconteceu. Estou perto de tomar uma decisão. Estamos totalmente preparados para isso“, declarou Trump, em entrevista ao Axios.

Apesar das declarações, o republicano ainda não estabeleceu um prazo para sua decisão e dois responsáveis norte-americanos confirmaram ao mesmo órgão de comunicação que a Casa Branca ainda não tomou qualquer decisão formal nem emitiu novas ordens às Forças Armadas.

Trump também frisou que Israel juntava-se “em dois minutos” caso Washington o solicitasse, mas que os EUA “não precisam de ninguém” para conduzir uma nova operação contra Teerão. O presidente norte-americano reconheceu, contudo, que uma eventual participação israelita teria “consequências”, numa referência a possíveis retaliações iranianas.

Segundo Trump, o regime iraniano continua interessado em negociar, mas considera que Teerão “ainda não sofreu o suficiente” para aceitar um acordo.

O agravamento do conflito no Médio Oriente contribui para a escalada dos preços do petróleo, que voltou a atingir os 100 dólares por barril, algo que não acontecia desde o final de maio.

Congresso dos EUA aprova resolução para limitar guerra contra o Irão e pressiona Trump

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou esta quinta-feira uma resolução que exige autorização do Congresso para a continuação da guerra contra o Irão, numa demonstração de descontentamento com a estratégia do Presidente Donald Trump.

A resolução foi aprovada na câmara baixa do Congresso por 214 votos contra 208, com alguns republicanos a juntarem-se aos democratas, e segue agora para o Senado (câmara alta), que deverá analisar uma iniciativa semelhante ainda hoje.

Embora não seja vinculativa, a votação representa um novo aviso político ao Presidente republicano, numa altura em que a guerra se prolonga, aumenta o número de militares norte-americanos mortos e crescem as dúvidas, inclusive entre membros do Partido Republicano, sobre os objetivos da intervenção.

“A guerra não teve nenhuma missão clara, nenhuma estratégia, nenhum objetivo final”, afirmou a congressista democrata Pramila Jayapal, que liderou a iniciativa na Câmara dos Representantes.

A maioria dos republicanos votou contra a resolução, defendendo a manutenção da atuação militar da administração Trump.

Trump tem acompanhado de perto as votações no Congresso e tem criticado publicamente os republicanos que se afastam da posição da Casa Branca.

Após uma votação semelhante realizada em junho, classificou como “oportunistas” os membros do seu partido que apoiaram a resolução e acusou-os de prejudicarem o país por motivos políticos. Também no Senado têm surgido sinais de desconforto entre republicanos.

(Notícia atualizada às 17h57 com mais informação)

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