Vendas de F-35 puxam pelas receitas da Lockheed Martin
A empresa de defesa norte-americana regista no trimestre um volume de 65 mil milhões de novas encomendas, elevando a carteira para um "valor recorde" de 230 mil milhões de dólares.
A Lockheed Martin apresentou 20,1 mil milhões de dólares de receitas no segundo trimestre, uma subida de 11% face aos 18,2 mil milhões assinalados em igual período do ano passado, elevando para 38,084 mil milhões de euros as receitas acumuladas nos primeiros seis meses do ano. Com o segmento de aeronáutica e armamento a empurrar os resultados, a fabricante dos F-35 aponta um outlook de crescimento homólogo de 8% das vendas e de 28% no resultado operacional.
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“Durante o trimestre, demos um passo significativo na transformação da produção de munições, concretizando os acordos-quadro anunciados no início deste ano através da assinatura de um contrato plurianual de 35 mil milhões de dólares com a Missile Defense Agency para o sistema THAAD”, aponta Jim Taiclet, CEO da Lockheed Martin, citado em comunicado.
“Estamos a investir estrategicamente para reforçar as capacidades globais de fabrico na área da defesa através da nossa colaboração com a General Motors Defense, nos Estados Unidos, e do acordo com a Rheinmetall para a coprodução dos mísseis ATACMS [de curto alcance] na Europa“, destaca ainda o gestor.
A companhia assinala ainda um volume de 65 mil milhões de novas encomendas, elevando a carteira para um “valor recorde” de 230 mil milhões de dólares.
As unidades de negócio de aeronáutica e armamento deram forte contributo para o desempenho positivo no trimestre. Em aeronáutica, as vendas do segundo trimestre subiram 692 milhões de dólares (+9%), para 8,112 mil milhões, com o aumento de vendas dos F-35 a subir 475 milhões; enquanto a de armamento subiram 668 milhões de dólares, ou seja, 19%, para 4,1 mil milhões, um crescimento que se deve, sobretudo, ao acréscimo de 560 milhões de dólares nas vendas dos programas de defesa aérea, antimíssil e mísseis.
O segmento de sistemas de helicópteros e missão viu as receitas no trimestre subir 9%, para 4,35 mil milhões, com as vendas do espaço a crescer 5,7%, para 3,5 mil milhões.
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