Sonae fecha acordo de fusão da SportZone com a JD Sprinter

O memorando de entendimento já tinha assinado em março. Agora foi dado o ok final. Grupo ibérico vai passar a ser o segundo maior na área da venda a retalho de artigos de desporto.

O acordo está fechado e a fusão vai avançar. A JD Sports e a JD Sprinter Holdings, duas lojas de retalho britânico, e a Sport Zone vão fundir os negócios na Península Ibérica. O memorando de entendimento já tinha sido assinado em março, mas esta manhã foi enviado um comunicado ao mercado a anunciar que o acordo estava concluído.

“A Sonae – SGPS, SA SON 0,30% vem pelo presente informar que, na sequência do Memorando de Entendimento anunciado em março de 2017, chegou, através de uma das suas subsidiárias, a Sonae MC Modelo Continente SGPS, S.A., a um acordo com a JD Sports Fashion Plc, a Balaiko Firaja Invest S.L. e a JD Sprinter Holdings 2010, S.L. (JD Sprinter), que prevê a combinação da JD Sprinter e da Sport Zone, essencialmente nos mesmos termos que os previamente anunciados ao mercado”.

Ora estes termos ditam que as britânicas JD Sprinter e JD Group vão ser acionistas do novo grupo juntamente com a Sonae, com participações de 20%, 50% e 30%, respetivamente. O grupo ibérico vai passar a ser o segundo maior na área da venda a retalho de artigos de desporto, e vai ter um volume de negócios agregado superior a 450 milhões de euros. A fusão das empresas resulta na criação de uma rede com 287 lojas, 191 em Espanha e 96 em Portugal.

O objetivo, com esta fusão, é ganhar economias de escala, assegurar uma melhor rentabilidade do negócio e beneficiar do know how de cada um dos acionistas.

Em março, quando foi anunciada a assinatura do memorando o mercado reagiu bem, com as ações do grupo a valorizar e os analistas a sublinharem que o acordo era positivo porque ia potenciar os lucros da retalhista. A Sonae troca um negócio com uma avaliação negativa “por 30% numa operação que poderá valer 450 milhões de euros”, mostrando que a administração da cotada portuguesa está “disposta a adotar ações mais decisivas para dar a volta aos resultados do negócio não-alimentar”, disse na altura um analista do Haitong.

Esta manhã não é diferente. A retalhista de Paulo Azevedo abriu o dia a cotar 0,42% para os 0,964 cêntimos. Já hoje o Haitong refere que a confirmação da operação tem um impacto “neutral” sobre o título, referindo que “o fecho do acordo vem em linha com os prazos previstos pela empresa [Sonae] e que os termos finais são genericamente os mesmos que tinham sido revelados em março”. Ainda assim o banco de investimento considera que esta “transação é decisiva para o negócio de desporto da Sonae”.

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