BCE regressa ao mercado e juros portugueses afundam

Banco central estava ausente do mercado desde o dia 21 de dezembro. Essa pausa terminou no último dia de 2016 e na primeira sessão do novo ano os juros nacionais afundam.

Terminada a hibernação do Banco Central Europeu (BCE), que desde o dia 21 de dezembro se encontrava ausente do mercado de dívida secundário, os juros associados à dívida dos governos da Zona Euro seguem esta segunda-feira em forte correção. No caso de Portugal, as taxas da dívida são das que mais caem em toda a Europa.

A yield implícita nas obrigações a 10 anos cedem mais de seis pontos base para 3,696%, o nível mais baixo desde há um mês, numa tendência de alívio que se estende à generalidade das maturidades da dívida portuguesa. A cinco anos, por exemplo, a taxa de juro registava uma baixa de 5,5 pontos para 1,811%.

Draghi volta ao ativo e os juros baixam

Fonte: Bloomebrg (Valores em percentagem)
Fonte: Bloomberg (Valores em percentagem)

Lá por fora, o desagravamento também se sentia nos mercados alemão e espanhol. A taxa das obrigações a 10 anos dos dois países descia quatro e cinco pontos, respetivamente. Em Itália, que sentiu de forma particular os efeitos dos problemas do setor financeiro nos últimos, os juros recuam para o nível mais baixo em quase dois meses, deixando o juro a 10 anos nos 1,741%.

O BCE tem ativo um plano de compra de dívida do setor público na ordem dos 80 mil milhões de euros por mês, montante que será reduzido em abril para 60 mil milhões mensais. O programa, que tinha fim previsto para março, foi entretanto prolongado até final do ano. Desde o dia 21 de dezembro que o banco central estava fora das operações devido à falta de liquidez no mercado durante a quadra festiva do Natal e Ano Novo.

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