Centeno: “2017 será o ano da oportunidade para crescer”

  • ECO
  • 2 Janeiro 2017

Ministro das Finanças considera que crescimento da economia continua aquém do seu potencial mas adianta que 2017 começa com uma virtude face a 2016: as Finanças Públicas estão agora estabilizadas.

O ministro das Finanças considera que 2017 será “de reforço de crescimento da economia portuguesa”, com ano a começar com uma “enorme virtude face a 2016”: as finanças públicas e a economia estão agora estabilizadas, circunstância que confere ao país a oportunidade para crescer no novo ano.

Mário Centeno, no artigo de opinião que assina esta segunda-feira no Jornal de Negócios, salienta que “o crescimento da economia portuguesa está ainda aquém do seu potencial“. Mas com a economia a “crescer quatro vezes mais” face à segunda metade de 2015, o efeito de efeito de arrastamento do crescimento económico, associado a este forte dinamismo, fará de 2017 um ano de reforço de crescimento da economia portuguesa”.

Diz que esta expansão económica será compatível com a melhoria do excedente comercial e “com um aumento da poupança e um crescimento do emprego de qualidade”, facto que leva o governante a esperar um crescimento da economia “sustentável e inclusivo”. Sobretudo depois de garantida a estabilidade dos bancos portugueses.

“A conclusão da estabilização do setor financeiro é fundamental para que as empresas portuguesas possam beneficiar de condições de financiamento adequadas e idênticas às dos seus concorrentes no mercado global. Em 2017, a progressiva melhoria das condições de financiamento e o aumento da confiança prosseguirão, sendo fundamentais para aumentar o investimento e expandir as possibilidades de produção de riqueza, melhorando o nível de vida da população”, refere.

"Em 2017, a progressiva melhoria das condições de financiamento e o aumento da confiança prosseguirão, sendo fundamentais para aumentar o investimento e expandir as possibilidades de produção de riqueza, melhorando o nível de vida da população.”

Mário Centeno

Ministro das Finanças

Assegurando que o défice de 2016 ficará abaixo de 3%, o que vai permitir ao país beneficiar “de mecanismos de flexibilidade que até aqui lhe estavam interditos”, Centeno diz que o Governo vai manter o mesmo rigor orçamental. “Setor a setor, o Governo tem vindo a adotar medidas de aumento da eficiência da despesa, mantendo a provisão de serviços com menos despesa e repondo os direitos dos trabalhadores. A política fiscal manter-se-á focada na redução da fraude e evasão fiscais e na introdução de medidas que a tornem mais amiga do investimento e da redução das desigualdades”, promete.

Alinhando na mensagem de Natal do primeiro-ministro, o titular da pasta das Finanças também frisa a educação como “chave do nosso sucesso”, sendo “estruturante no combate às desigualdades e na atração de investimento qualificado”. Centeno fala em construção de Portugal a partir da qualidade intrínseca do país para dizer que 2017 será o ano da geração “que esteve para sair, mas ficou”.

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