Bolsas europeias invertem para ganhos, Lisboa apanha boleia

Dados económicos positivos conferem maior otimismo junto dos investidores. Se as bolsas entraram com o pé esquerdo em 2017, situação já inverteu. E Lisboa segue com um dos melhores desempenhos.

Depois de um arranque de sessão em terreno negativo, naqueles que foram os primeiros minutos de negociação em 2017, a bolsa de Lisboa inverteu para zona de ganhos, tendência à qual não será alheia uma maior otimismo dos investidores europeus. A divulgação de dados económicos melhores do que o esperado dá algum conforto aos mercados, pois sinaliza um reforço da economia da Zona Euro.

Com isto, o PSI-20, o principal índice português, valoriza 0,6% para os 4.707,78 pontos, um movimento que está a ser impulsionado pelo ganho de 0,86% da EDP e de 2,6% do BCP. Também a Jerónimo Martins, que iniciou o ano no vermelho, mantinha-se agora acima do nível da água, seguindo em alta de 0,34%.

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Fonte: Bloomebrg (Valores em pontos)
Fonte: Bloomberg (Valores em pontos)

Outra nota de destaque vai para a Sonae. As ações dona da cadeia de hipermercados Continente somam 0,8% esta segunda-feira, depois de ter comunicado na sexta-feira a venda do Continente de Albufeira, uma operação que permitiu um ganho de 3,4 milhões de euros.

Lisboa acompanhou a inversão que os principais mercados acionistas europeus observaram nas primeiras horas da sessão desta segunda-feira, a primeiro do ano de 2017. Com principal evidência para a bolsa de Milão. O FTSE Mib dispara 1,3%. Em Frankfurt, o DAX regista uma alta de 0,8%. Com valorizações mais modestas seguiam o CAC-40 de Paris e o IBEX-35 de Madrid: avançam 0,26% e 0,38%, respetivamente.

Dados revelados esta segunda-feira indicam que o índice de compras dos gestores PMI em Itália subiu em dezembro para 53,2, acima do esperado pelos analistas, o que deixa sinais positivos acerca da terceira maior economia da Zona Euro. Na Alemanha, o mesmo indicador revelou que o setor manufatureiro cresceu no último mês ao ritmo mais elevado desde janeiro de 2014. Em termos agregados, a leitura do PMI relativo ao mesmo setor da região da moeda única está no nível mais elevado desde 2011.

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