Adjunta de Luís Neves na PJ nunca foi informada sobre atrelado apesar de gerir bens apreendidos
Ministério Público mandou destruir os 62 bidões de produtos químicos usados para fazer droga e encontrados na empresa do empreiteiro amigo de Luís Neves, mas a ordem nunca foi cumprida.
Luísa Proença, que foi diretora nacional adjunta nos oito anos em que Luís Neves esteve na liderança da Polícia Judiciária (PJ) e tinha entre as suas competências gerir as “viaturas e demais objetos apreendidos” pela PJ, garante que só ficou a saber pela televisão que havia um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga entregue ao empreiteiro amigo do ministro da Administração Interna.
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Em declarações à CNN Portugal, Luísa Proença diz que não consegue compreender aquilo que se passou e refere que tem de ser o atual ministro da Administração Interna a apresentar alguma explicação. Além disso, admite que nunca foi informada que teria existido algum pedido de outra entidade pública para retirar o atrelado e os referidos produtos químicos do parque de apreendidos do Seixal.
Já o Expresso avança que, apesar de a procuradora que coordenou a Operação Pacoba ter assinado em dezembro de 2024 um despacho a ordenar a destruição dos 62 bidões de químicos apreendidos a uma alegada rede de tráfico de droga que montou um laboratório ilegal na zona Oeste, essa ordem nunca foi cumprida e os produtos que estavam num atrelado acabaram por ser transportados para as instalações da Construbarcelos depois de terem estado à guarda da Autoridade Marítima.
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