PS e Chega têm “responsabilidade equivalente” de aprovar OE e reformas, diz Governo
Sobre o acordo com PS na Prestação Social Única, Leitão Amaro afasta "estados de alma" e refere que “quem reiteradamente está de fora mostra-se inútil para a resolução dos problemas do país”.
O ministro da Presidência afirmou esta quinta-feira que Chega e PS têm uma “responsabilidade equivalente” de aprovar reformas e o próximo Orçamento do Estado, avisando que quem se colocar de fora “mostra-se inútil para a resolução dos problemas do país”.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro procurou desdramatizar que o Chega tenha, na semana passada, votado à última hora contra a lei laboral e, esta semana, se tenha colocado de fora da aprovação da nova Prestação Social Única (PSU), que o Governo aprovará com o PS.
“Nem o que se passou na semana passada desresponsabilizou mais o Chega ou o PS, nem o que se passou esta semana vai responsabilizar ou desresponsabilizar mais o Chega ou o PS. Ambos aceitaram a sua responsabilidade, há um Governo em funções com programa eleitoral para executar, e portanto há uma responsabilidade equivalente”, disse, quando questionado se este desfecho colocaria os socialistas mais próximos nas negociações sobre o próximo Orçamento do Estado.
Quanto às alterações à proposta original sobre a PSU introduzidas pelo PS, o ministro considerou que todos os objetivos essenciais do Governo se mantêm. “O país fica melhor com esta lei do que sem ela. O Governo, naturalmente, preferia a proposta que apresentou, mas faz parte do processo de aproximações. Os ajustamentos não comprometem nenhum dos objetivos essenciais”, considerou.
Questionado em concreto sobre a posição do partido liderado por André Ventura contra duas propostas de lei consideradas essenciais para o Governo, Leitão Amaro referiu que “quem reiteradamente está de fora mostra-se inútil para a resolução dos problemas do país”.
“Nós dissemos também, durante o fim de semana todo, que não íamos desistir do dialogar com o A ou com o B, mesmo que eles numa lei ou na outra estejam contra (…) Nós não podemos ter estados de alma”, disse, referindo-se a um tema que marcou o Congresso do PSD, realizado no passado fim de semana.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
PS e Chega têm “responsabilidade equivalente” de aprovar OE e reformas, diz Governo
{{ noCommentsLabel }}