Exclusivo Defined.ai avança com reestruturação e corta em 30% o número de trabalhadores
O processo de redução de pessoal é transversal aos mercados onde a empresa está presente, mas afeta em particular o mercado europeu.
A Defined.ai avançou com uma reestruturação que passa pela redução de cerca de 30% do número de trabalhadores. O processo é transversal aos mercados onde a empresa está presente, mas afeta em particular o mercado europeu. Portugal, onde a empresa tem o centro de I&D, é um dos mais impactados, sabe o ECO. Em janeiro, a Defined.ai tinha cerca de 120 pessoas.
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“A Defined.ai realizou um processo de reestruturação da sua operação global, que envolve uma redução de aproximadamente 30% do número total de colaboradores, impactando maioritariamente os trabalhadores na Europa”, adianta fonte oficial da empresa quando contactada pelo ECO.
A empresa não adianta o número de trabalhadores abrangidos, mas em janeiro a Defined.ai empregava cerca de 120 pessoas em EUA, Espanha ou Portugal que, segundo as fontes ouvidas pelo ECO, terá sido dos mais afetados, já que além de acolher o centro de I&D da empresa, era aquele que acolhia o maior número de colaboradores.
“Esta decisão enquadra-se numa transformação mais ampla do setor tecnológico, marcada pela rápida evolução do mercado de IA, pelas novas necessidades dos clientes e por mudanças significativas nos modelos operacionais das empresas. À semelhança do que se tem verificado de forma transversal no setor, as empresas estão a adaptar as suas estruturas a uma nova realidade, caracterizada por uma maior disciplina operacional e ganhos de eficiência proporcionados pela adoção crescente de ferramentas de IA”, refere a mesma fonte.
“Neste contexto, a Defined.ai está a realinhar a sua organização com as atuais exigências do mercado e a reforçar progressivamente a sua presença nos Estados Unidos, onde se concentra a maioria dos seus clientes”, adianta.
Esta decisão enquadra-se numa transformação mais ampla do setor tecnológico, marcada pela rápida evolução do mercado de IA, pelas novas necessidades dos clientes e por mudanças significativas nos modelos operacionais das empresas. À semelhança do que se tem verificado de forma transversal no setor, as empresas estão a adaptar as suas estruturas a uma nova realidade, caracterizada por uma maior disciplina operacional e ganhos de eficiência proporcionados pela adoção crescente de ferramentas de IA.
De acordo com a informação recolhida pelo ECO, a equipa terá começado a ser informada desta reestruturação em meados de julho e na origem da decisão terá estado uma quebra significativa das vendas de dados para o treino de modelos de inteligência artificial.
“A reestruturação não resulta exclusivamente da evolução das vendas, mas sim de uma avaliação mais abrangente da estrutura global, do modelo operacional e das prioridades estratégicas da empresa“, diz fonte oficial da empresa quando questionada sobre o que motivou esta reorganização.
“A Defined.ai agradece profundamente aos colaboradores abrangidos a sua dedicação, profissionalismo e contributo para a empresa”, conclui fonte oficial da empresa.

Fundada em 2015 por Daniela Braga, a Defined.ai levantou desde então mais de 85 milhões de dólares, junto a mais de 25 investidores. Com mais de 100 parceiros, a empresa fornecia mais de 150 mercados, segundo a informação disponível no site da companhia.
Em janeiro, embora sem revelar valores, a empresa reportava um crescimento anual de 65% das receitas, “refletindo uma forte procura do mercado por dados diversos, de alta qualidade e recolhidos de forma ética e ainda serviços de otimização de modelos de IA”.
“Num mercado inundado de dados web scraped e com pouca confiança legal, 2025 foi o ano em que a indústria favoreceu o compliance e a qualidade”, afirmava Daniela Braga. “Deixámos de ser apenas um fornecedor. A Defined.ai tornou-se numa infraestrutura fundamental para uma IA generativa segura e escalável. Os clientes confiam cada vez mais em nós não só para a aquisição inicial de dados, mas como parceiros de longo prazo para o treino ético e escalável de modelos”, dizia a CEO da tecnológica citada em comunicado.
A Defined.ai liderava igualmente um dos consórcios de IA do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Accelerat.ai, para “otimizar o atendimento ao cliente nos setores público e privado através de assistentes virtuais emparelhados com centros de contacto como um serviço em português europeu”.
De acordo com a ficha de projeto disponível no Portal da Transparência, o projeto tinha um orçamento de 25,42 milhões, tendo sido pago 19,43 milhões. A Defined.ai tinha um financiamento atribuído de 13,79 milhões, tendo sido pago 11,6 milhões.
A tecnológica integra ainda o consórcio público-privado que está a tentar atrair para Sines uma das cinco gigafábricas de inteligência artificial (IA) cofinanciadas pela Comissão Europeia, adiantou a CEO ao ECO em novembro do ano passado.
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