Visabeira lucra 50 milhões no semestre em que falha OPA sobre Martifer. Portugal vale 20% das vendas

Conglomerado de Viseu aumenta receitas consolidadas em 8% na primeira metade do ano, com Europa a puxar pelo negócio. Carteira de encomendas atinge valor recorde de 6.525 milhões de euros.

Com todas as áreas de negócio – telecomunicações, energia, construção, indústria, turismo e imobiliário – a registarem uma “melhoria consistente” da rentabilidade operacional, o grupo Visabeira atingiu lucros de 50,3 milhões de euros na primeira metade de 2026, o que representa uma subida de 50% face ao mesmo período do ano passado.

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Num semestre que ficou marcado pela OPA falhada sobre a Martifer, ao não conseguir atingir o limiar mínimo de 90% para acionar o chamado direito de aquisição potestativa, o grupo de Viseu viu as receitas consolidadas ascenderam a 1.443 milhões de euros (+8%).

Ao nível do EBITDA, o conglomerado detido por Fernando Campos Nunes ultrapassou os 179 milhões de euros (vs. 157 milhões no período homólogo), com a margem EBITDA a aumentar para 12,4%, refletindo uma melhoria de 0,6 pontos percentuais relativamente aos primeiros seis meses do ano anterior.

“Voltar a superar os níveis de atividade e rentabilidade de anos anteriores, demonstra a capacidade do Grupo Visabeira para continuar a crescer organicamente de forma sustentável, mesmo num contexto global exigente e imprevisível”, salienta o CEO Nuno Terras Marques.

Nuno Terras Marques, CEO do grupo Visabeira

Por áreas geográficas, a Europa, excluindo Portugal, valeu até junho quase metade (47%) do volume de negócios global, ao somar 79 milhões de euros em termos homólogos, enquanto o mercado nacional progrediu 12 milhões e respondeu por 20% das vendas registadas entre janeiro e junho.

Com uma progressão de 24 milhões no semestre, o continente americano representou 29% das vendas, contabiliza num comunicado divulgado esta quinta-feira. Ao passo que os mercados africanos, onde está a reforçar a aposta no setor das telecomunicações, pesou 4% neste indicador, num total de 58 milhões de euros.

Na mensagem aos investidores, Nuno Terras Marques destaca ainda a carteira de encomendas em “níveis historicamente elevados” — 6.525 milhões de euros, após crescer mais de 400 milhões nos últimos seis meses — que “proporciona elevada visibilidade sobre a atividade futura e cria as condições necessárias para [o grupo prosseguir] uma estratégia de crescimento sólido, rentável e sustentável”.

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