Moody’s mantém inalterado rating de Portugal
A agência norte-americana aponta para um défice orçamental este ano e em 2027. A redução "substancial da imigração líquida" é um risco para a economia, indica a Moody's.
A Moody’s manteve intocado, esta sexta-feira, o rating de Portugal em ‘A3’, com perspetiva (outlook) estável. Desde novembro de 2023 que a agência norte-americana não mexe nem na notação da dívida soberana, nem no outlook.
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A economia portuguesa, segundo a nota da Moody’s, tem um rácio de dívida pública “elevado”, mas “diminuiu significativamente desde o pico em 2020” e esta tendência “decrescente” deve manter-se. A dívida pública deve descer para 82% do PIB no final da década, face aos 89,7% registados no ano passado. As projeções são, no entanto, “predominantemente negativas”, com a pressão sobre a despesa na área da saúde mas também na defesa – com os gastos militares a irem “além de 2% do PIB”.
Até 2030, a agência antecipa um crescimento do PIB real português na ordem dos 2% e uma “desaceleração temporária” para 1,6% este ano, devido ao comboio das tempestades e ao impacto do conflito no Médio Oriente.
A Moody’s está, por isso, menos otimista em relação às finanças públicas do país. Para 2026, espera um défice orçamental de 0,4% do PIB – quando antes apontava para contas equilibradas – e um novo saldo negativo no próximo ano, de 0,5% do PIB.
A “redução substancial da imigração líquida” é um dos riscos para a economia, identificados pela Moody’s, tal como uma “escalada prolongada” da guerra contra o Irão. Também um cenário político “mais fragmentado” pode reduzir a eficácia das “políticas ao longo do tempo”, sublinha a agência.
Este ano, Portugal tem estado a somar avaliações favoráveis das agências de rating. No final de fevereiro, a S&P elevou o outlook do país para positivo. Também a Fitch melhorou, em março, a perspetiva da dívida soberana para positiva. E, na semana passada, também a DBRS, na segunda avaliação do ano, elevou o outlook de estável para “positivo”, o que coloca o país na antecâmara de novas subidas de rating em futuras classificações.
No próximo mês de agosto, no dia 28, tem início a segunda ronda de avaliação da dívida soberana, com nova avaliação da S&P.
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