Media Capital fecha semestre com prejuízo de 1,6 milhões após investimento no Mundial e reforço na informação

Os rendimentos operacionais cresceram 4%, para 84,68 milhões de euros, mas os gastos operacionais aumentaram mais, 6%, para os 81 milhões de euros. Mundial e informação aumentam custos.

A dona da TVI fechou o primeiro semestre com um prejuízo de 1,6 milhões de euros, montante que contrasta com o lucro de 14 mil euros no período homólogo. O EBITDA situou-se nos 3,67 milhões de euros, uma quebra de 27%, com uma margem de 4,3% (-1,8pp), e o resultado operacional foi negativo em 312 mil euros, que compara com 1,6 milhões no primeiro semestre de 2025.

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O endividamento líquido fixou-se em 41,2 milhões de euros, “mantendo-se em níveis saudáveis (3xEBITDA anualizado), com um montante significativo de dívida contratada e não utilizada”. No primeiro semestre de 2025 a dívida estava nos 27,2 milhões.

Os rendimentos operacionais cresceram 4%, para 84,68 milhões de euros, mas os gastos operacionais cresceram 6%, para os 81 milhões de euros.

O aumento tem uma leitura simples: o Grupo esteve onde era preciso estar. Cobrir as tempestades que devastaram Portugal no início do ano, as eleições presidenciais e os conflitos internacionais exigiu meios, equipas e horas de antena“, destaca a Media Capital no documento que acompanha as contas.

Quanto às receitas, explica o grupo, o crescimento foi “sustentado pelo aumento de 3% nas receitas de publicidade e, sobretudo, pelo forte contributo da área de produção“.

“O EBITDA ajustado consolidado situou-se em 4 milhões. Esta evolução reflete, de forma determinante, o investimento extraordinário em desporto (em particular no Mundial FIFA 2026), o acompanhamento dos grandes acontecimentos do semestre, o aumento do nível de produção interna e de serviços prestados para clientes externos, assim como a continuidade da política de valorização salarial. São opções deliberadas, com retorno de marca, de audiência e de posicionamento”, prossegue o grupo liderado por Pedro Morais Leitão.

“O resultado operacional (EBIT) foi de -0,3 milhões e o resultado líquido de -1,6 milhões, num semestre marcado por este esforço de investimento e pela sazonalidade estrutural do setor, que concentra no segundo semestre uma parcela significativa dos resultados”, resume a Media Capital.

Analisando por áreas, o segmento de televisão, digital e entretenimento obteve receitas de 76,8 milhões de euros (-1%), com a publicidade a crescer 3%, para os 53,38 milhões de euros. “Os rendimentos operacionais registaram uma ligeira redução de 1%, explicada pela contração do mercado de chamadas de tarifa única e por uma cadência menos favorável das vendas de conteúdos face a 2025”, explica o grupo.

O EBITDA situou-se nos 2,8 milhões, uma quebra de 35%, e o resultado operacional foi de 966 mil euros, uma variação negativa de 60%.

No segmento de produção audiovisual os rendimentos operacionais cresceram 9%, para os 20,7 milhões de euros, e os gastos 4%, para os 19,47 milhões. O EBITDA cresceu 275%, para os 1,26 milhões de euros, e o resultado operacionais foi negativo em 684 milhões, uma recuperação de 27%.

Nas restantes atividades do grupo, que agora incluem o segmento de imprensa e factchecking, com a compra do Nascer do Sol e do Polígrafo, “os rendimentos operacionais cresceram 19%, para 6,6 milhões de euros, refletindo a integração das atividades de Imprensa, física e digital, e Factchecking, inexistentes no período homólogo. Os gastos operacionais, excluindo amortizações e depreciações, aumentaram 26%, acompanhando o desenvolvimento destas operações, enquanto o EBITDA ajustado do segmento atingiu 0,1 milhões de euros“.

O primeiro semestre de 2026 confirmou a capacidade da Media Capital para concretizar os objetivos definidos, com um desempenho positivo em todos os segmentos de atividade e resultados alinhados ou superiores às metas estabelecidas. No segundo semestre, o Grupo prevê manter esta trajetória de crescimento, apoiado numa oferta diversificada de conteúdos e na continuidade da sua estratégia de inovação”, aponta o grupo.

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