Capital de risco Bynd pretende fazer um novo investimento por mês este ano

A sociedade portuguesa especializada em investimento early-stage antecipa realizar até 12 investimentos em 2026 para alcançar a meta de 50 empresas no portefólio.

A sociedade de capital de risco portuguesa Bynd Venture Capital pretende realizar entre dez a 12 investimentos em empresas até ao final deste ano. A firma especializada em investimento em fase inicial (early-stage) terminou 2025 com 11 novos financiamentos a startups, o que elevou para 15 o número de participadas.

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O portefólio de participadas no Fundo III, lançado em meados de 2024, é atualmente composto por seis empresas portuguesas e nove espanholas, que estão presentes em cidades como Lisboa, Porto, Madrid, Valência e Barcelona. O objetivo para 2026 é aumentar a fasquia de forma a chegar às 50 empresas no portefólio de sempre até ao final de dezembro.

“O ecossistema tecnológico ibérico está cheio de talento e ideias inovadoras. Este ano, queremos estar ainda mais próximos de empreendedores, ajudá-los a transformar ideias em soluções globais e explorar novas oportunidades em áreas com potencial de disrupção através da tecnologia”, afirmou Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, em comunicado enviado aos meios de comunicação social esta segunda-feira.

Francisco Ferreira Pinto recorda ainda o ano recém-terminado, cujos “resultados alcançados” deixam a equipa da sociedade de venture capital satisfeita “tanto pela nossa capacidade de adicionar startups de enorme potencial ao portefólio como pelo crescimento das nossas empresas investidas”.

No ano passado, mais de metade dos investimentos concentraram-se em startups ligadas à inteligência artificial (IA) para setores como financeiro, marketing, jurídico, comércio e indústria. Paralelamente, a Bynd realizou investimentos em áreas como software verticalizado e tecnologia aplicada às áreas da sustentabilidade, imobiliário ou espaço.

Entre as 15 empresas com investimentos da Bynd, sete levantaram novas rondas de capital, destacando-se as séries A de 7,5 milhões de euros da espanhola Reveni ou de 5,1 milhões de euros da Relive, fundada pelos portugueses José Costa Rodrigues, Sérgio Ferrás e Henrique Brás para criar uma nova geração de agentes imobiliários.

“A equipa continuará a apoiar as participadas na internacionalização dos negócios, na captação de clientes estratégicos e na preparação de novas rondas de financiamento, enquanto procura oportunidades de exit [saída] nas participadas dos primeiros dois fundos. Paralelamente, estão a ser avaliadas duas iniciativas estratégicas para explorar oportunidades específicas de mercado, expandindo e diversificando a capacidade de investimento do Fundo III”, informam os investidores ibéricos.

A Bynd Venture Capital tem uma abordagem focada nos fundadores e uma rede de mais de 70 empreendedores, 150 coinvestidores e 400 parceiros. O enfoque são startups tecnológicas com impacto na Península Ibérica e ambição global.

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