Digi descarta venda de subsidiárias
Operadora romena esclareceu a contratação da Rothschild para um IPO do negócio em Espanha com a avaliação de "opções estratégicas", mas recusou perda de controlo de subsidiárias.
O grupo de telecomunicações Digi negou estar a preparar qualquer venda das subsidiárias, depois de vir a público que tinha contratado a Rothschild para explorar uma entrada em bolsa do negócio que tem em Espanha.
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“O grupo Digi não está atualmente a contemplar qualquer operação que possa levar à perda de controlo sobre qualquer uma das suas principais subsidiárias, incluindo a Digi Espanha, e mantém-se focado em iniciativas que aumentem a criação de valor a longo prazo”, esclareceu a empresa romena, que tem uma filial em Portugal.
A telecom de Bucareste afirma que está “continuamente” a avaliar opções estratégicas para desenvolver o seu negócio nos vários países, “bem como potenciais medidas para melhorar a estrutura de capital e o financiamento das suas subsidiárias, incluindo a Digi Espanha”. “Tais avaliações podem, ocasionalmente, implicar a contratação de consultores ou outros assessores”, admitiu a Digi sem referir diretamente a Rothschild.
Na semana passada, o jornal espanhol Expansión avançou que a Digi estava a receber consultoria financeira para um possível oferta pública inicial (IPO – Initial Public Offering) do negócio em Espanha em 2026. A escolha recaiu o mesmo assessor que esteve por detrás do IPO da operadora Euskaltel – com sede no País Basco e do grupo Masorange, após a aquisição pela MásMóvil – em 2015, mas o processo da Digi ainda está numa fase inicial.
A Digi é a quarta maior operadora no mercado espanhol – depois de Telefónica, Masorange e Vodafone – e está avaliada em cerca de 2,5 mil milhões de euros (valor da empresa, incluindo capitais próprios e dívida). Segundo os analistas contactados pelo matutino espanhol, a empresa poderá atingir um lucro operacional (EBITDA) em Espanha entre os 275 milhões de euros e os 285 milhões de euros no próximo ano.
Em Portugal, a Digi teve receitas de 35 milhões de euros no primeiro semestre. O negócio português foi o terceiro que gerou mais vendas para o grupo, logo depois da Roménia, país de origem da empresa, e de Espanha. No entanto, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) dos primeiros seis meses de 2025 foi de 23,9 milhões de euros negativos.
Importa lembrar que a Digi não tem valores para comparar em Portugal, uma vez que só iniciou atividade em novembro, cerca de um mês após concluir a compra da Nowo Communications por 150 milhões de euros.
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