Acelerador de progressões vai abranger 350 mil funcionários públicos e custa 128 milhões
Medida para compensar funcionários públicos abrangidos pelo congelamento também terá "impacto nas entidades públicas empresariais integradas no Serviço Nacional de Saúde".
O Governo já fechou as negociações para o “acelerador de progressões” na Função Pública, que vai abranger 350 mil trabalhadores e terá um impacto de mais de 128 milhões de euros. Neste mecanismo, destinado a compensar os funcionários públicos abrangidos pelos congelamentos, vão também ser abrangidos aqueles que trabalham nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.
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Depois de reuniões suplementares com os sindicatos que representam os trabalhadores da Função Pública, o Governo fechou o “regime especial de aceleração do desenvolvimento das carreiras”, anuncia o Ministério da Presidência em comunicado. Esta medida incide sobre os períodos de congelamento que ocorreram entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017, sendo que o objetivo é que os trabalhadores possam progredir com seis pontos na avaliação de desempenho (uma redução face aos dez atualmente exigidos).
“No decorrer desta negociação foi possível alargar o universo de trabalhadores abrangidos, através da evolução da regra que estipulava que esta aceleração era apenas considerada para funções numa mesma carreira, estendendo-se agora para funções em carreiras”, indica o gabinete de Mariana Vieira da Silva.
Esta inclusão dos trabalhadores que mudaram de carreira já tinha sido conhecida nas últimas reuniões, mas tinha ficado a dúvida relativamente aos hospitais EPE. Agora, o Governo vem esclarecer que esta medida “terá impacto nas entidades públicas empresariais integradas no Serviço Nacional de Saúde, por via dos acordos coletivos de trabalho existentes”.
O mecanismo aplica-se a partir de 2024, sendo que a “alteração do posicionamento remuneratório produz efeitos a 1 de janeiro do ano em que o trabalhador acumule o número de pontos necessários para a alteração obrigatória do posicionamento remuneratório”. Este mecanismo inclui agora “cerca de 350 mil trabalhadores com um impacto global estimado superior a 128 milhões” de euros, aponta o Executivo socialista.
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