Cerca de 220 mil docentes e não docentes vão ser testados

O ministro da Educação não se compromete com regresso ao ensino online, mas assegura que o reforço da vacinação e testagem cria “mais condições para que resto do ano letivo seja presencial”.

O ministro da Educação revelou esta segunda-feira que a ronda de testagem nas escolas para marcar o arranque do 2.º período letivo vai abranger cerca de 220 mil docentes e não docentes e não se compromete com uma nova ronda de testes nas escolas.

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“Juntamente com as direções das escolas também muitas vezes em colaboração com as autarquias pudemos, no início do ano, fazer um varrimento a toda a unidade educativa e a DGS em função dos tempos de vacinação disse-nos que era importante testarmos agora”, começou por explicar Tiago Brandão Rodrigues, numa visita a uma escola de Felgueiras, em declarações transmitidas pela RTP3. Assim, durante as próximas duas semanas, cerca de de 220 mil docentes e não docentes serão testados “um pouco por todo o país”.

Não obstante, o ministro da Educação não se compromete com uma nova ronda de testes nas escolas, referindo que, atualmente, há um programa de testagem que permite a realização de quatro testes gratuitos por utente por mês. “Nunca nos podemos esquecer que temos quatro testes gratuitos nas farmácias locais, um pouco por todo o país. E dessa articulação podem também os pais, as escolas e as autarquias fazerem parcerias com as farmácias, para aumentarem a testagem”, afirmou.

Questionado sobre um eventual regresso ao ensino online, o responsável afirma que “ninguém arrisca dizer o que quer que seja sobre o futuro”, mas sublinha que o reforço da testagem e da vacinação para docentes e não docentes, bem como a vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos cria “mais condições para o que resto do ano letivo seja presencial”. “A escola presencial é aquela que conta”, sublinha Tiago Brandão Rodrigues.

Quanto ao protocolo que será seguido para as crianças vacinadas e não vacinadas, o ministro da Educação salienta que esta é uma decisão que cabe à Direção-Geral da Saúde (DGS), mas sublinha que o que ficou definido é que “agora quem irá para casa serão os casos positivos e os possíveis coabitantes”, independentemente do “nível de vacinação dos alunos ou dos adultos”. ” Todos os outros farão as testagens que as autoridades de saúde decidirem, mas isto muda completamente o paradigma”, conclui.

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