Défice até maio encolheu 1.573 milhões. Centeno já fala em “viabilidade” da meta de 0,2%

Centeno mostra-se seguro do cumprimento da meta de 0,2% este ano apesar de só ter cinco meses de execução orçamental. Os dados de maio e os do INE para o primeiro trimestre dão confiança ao ministro.

O défice até maio ficou em 637 milhões de euros, o que representou uma melhoria de 1.573 milhões de euros face ao período homólogo, revela o Ministério das Finanças em comunicado. A receita está a crescer a um ritmo mais de cinco vezes superior ao da despesa. Governo fala em “bons resultados na economia”. Centeno mostra-se seguro do cumprimento da meta de 0,2% este ano apesar de só ter cinco meses de execução orçamental.

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Amanhã entram em vigor novas regras de aperto orçamental, com mais cativações face às previstas no Orçamento do Estado para 2019. Apesar disso, o Governo tem conseguido apresentar bons resultados na execução orçamental.

No primeiro trimestre, Centeno alcançou um excedente orçamental de 0,4% do PIB, em contabilidade nacional, a ótica que interessa a Bruxelas. Em contabilidade pública, abril foi o primeiro mês em que o Orçamento registou um défice.

As Finanças revelam que a receita cresceu 6,5%, mais de cinco vezes mais do que a despesa, que aumentou 1,2%.

“A execução orçamental até maio, os resultados do primeiro trimestre em contas nacionais divulgados pelo INE e o efeito das medidas temporárias para 2019 permitem antecipar a viabilidade do cumprimento do objetivo de 0,2% do PIB previsto para o défice”, diz o Ministério das Finanças no mesmo comunicado.

A execução orçamental até maio, os resultados do primeiro trimestre em contas nacionais divulgados pelo INE e o efeito das medidas temporárias para 2019 permitem antecipar a viabilidade do cumprimento do objetivo de 0,2% do PIB previsto para o défice.

Ministério das Finanças

O ministério tutelado por Mário Centeno avança que a “receita fiscal cresceu 9,8%, com destaque para o aumento do IVA de 9,1% e do IRS de 7,5%”, “apesar da redução da carga fiscal”, associada a alguns impostos.

O “bom desempenho da economia” e o “dinamismo” do mercado de trabalho justificam o crescimento da receita, avançam as Finanças. As receitas com contribuições para a Segurança Social aumentara 8,6% nos primeiros cinco meses do ano, “também em resultado das alterações introduzidas no regime dos trabalhadores
independentes”, avança o ministério.

A despesa primária – sem juros – cresceu 1,7% mas está influenciada pelo diferente perfil de regularização de dívidas a fornecedores por parte do Serviço Nacional de Saúde. Sem este efeito, a despesa primária teria crescido 3,1% e a despesa do SNS 5,4%, “atingindo máximos históricos”, garante o ministério de Mário Centeno.

Os gastos com salário subiram 4,3% face ao período homólogo – em maio, o Estado pagou a terceira tranche de progressões nas carreiras. As despesas com prestações sociais aumentaram 4,2% e as despesas com pensões cresceram 5,1%.

O Governo destaca ainda a evolução de gastos com investimento público, que “concretiza previsões que colocam Portugal como o quarto país com maior crescimento na Zona Euro entre 2016 e 2019. Sem parcerias público-privadas, o investimento público na administração central sobe “28%”, adiantam.

(Notícia atualizada)

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