António Costa defende investimento do Estado dentro do possível
"É essencial que, em cada ano, façamos tudo o que é necessário sem fazer mais do que aquilo que podemos fazer", defendeu o primeiro-ministro, na posse de 386 novos guardas prisionais.
O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje o investimento da parte do Estado para “responder às necessidades do país”, “sem criar novos problemas” financeiros.
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António Costa, que falava na posse de 386 novos guardas prisionais, “a maior dos últimos anos”, no Estabelecimento Prisional da Carregueira, Sintra, deu o exemplo da necessidade de esforço em continuar a investir em setores do Estado como a saúde, educação ou sistema de transportes.
“Como acontece com o sistema prisional, sabemos bem que o esforço que foi feito, que corresponde à vossa incorporação, não é suficiente e tem que se prosseguido, como tem que ser prosseguido o investimento na saúde, educação e noutras nas áreas da ação do Estado”, afirmou. Contudo, alertou, para se conseguir esse objetivo, têm que se adotar alguns cuidados. “É essencial que, em cada ano, façamos tudo o que é necessário sem fazer mais do que aquilo que podemos fazer. Só desta forma conseguiremos continuar a responder às necessidades do país, sem criar novos problemas ao país”, defendeu.
António Costa sublinhou que o Programa de Estabilidade, aprovado há dias pelo Governo, prevê, nos próximos quatro anos, “um investimento de 100 milhões de euros em instalações e equipamento para melhorar as condições dos estabelecimentos prisionais”.
Ministra destaca “contributo marcante para dignificação” das prisões
A ministra da Justiça disse hoje que o reforço em cerca de 10% do efetivo do corpo da guarda prisional constitui “um contributo marcante para a dignificação” do sistema prisional afetado “por anos de desinvestimento público”.
“A singular cerimónia que hoje aqui nos convocou, ao reforçar em cerca de 10% o efetivo do corpo da guarda prisional, constitui um contributo marcante para a dignificação do nosso sistema prisional, afetado por anos de desinvestimento público e de depauperização dos seus recursos humanos e materiais”, afirmou Francisca Van Dunem. A ministra discursava na cerimónia de tomada de posse que decorreu na cadeia da Carregueira, concelho de Sintra.
Francisca Van Dunem avançou que o Governo tem “uma consciência da necessidade de investimento no sistema prisional”. Por isso, sustentou, que o programa do Governo previu a elaboração de um plano, com o horizonte de uma década, “para racionalizar e modernizar a rede de estabelecimentos prisionais”, que, entre outros objetivos, pretende “reforçar e requalificar os recursos humanos”.
No âmbito deste plano “mais vasto de qualificação dos recursos humanos” do sistema prisional, a ministra anunciou o descongestionamento de progressões no corpo da guarda prisional, totalizando um total de 450 promoções nas várias carreiras.
Nesse sentido, Francisca Van Dunem sublinhou que o Governo promoveu “uma alteração do sistema de penas curtas que tem já resultados visíveis e permitirá, sem quebra de eficácia do sistema de justiça penal, reduzir gradualmente a população prisional”.
(Notícia atualizada às 13h02 com mais declarações do primeiro-ministro)
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