Banca pode precisar de mais aumentos de capital para resolver o malparado, diz o FMI

O malparado é um fardo para a banca e, consequentemente, para a economia. Está a diminuir, mas o FMI diz que continua elevado. E alerta que podem ser precisos mais aumentos de capital.

A banca portuguesa continua a carregar um fardo pesado do passado. O malparado, apesar de estar a diminuir, continua a pesar nas instituições financeiras que, diz o FMI, têm de continuar a “limpeza” dos balanços, bem como a “fortalecer os seus modelos de negócio”. Mas para fazerem essa limpeza, tendo em conta as “almofadas” que têm, alerta que podem ser precisos mais aumentos de capital.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Os bancos portugueses “fizeram progressos adicionais para repararem os seus balanços” em 2017, nota o Fundo no relatório da 6.ª avaliação Pós-Programa, concluída no final do ano passado, lembrando os aumentos de capital realizados que elevaram o rácio CET1 para uma média de 13,5% em setembro. “Apesar de continuar elevado, o rácio de malparado caiu 2,6 pontos percentuais para 14,6%”. E os desafios mantêm-se.

O FMI salienta que “o elevado nível de malparado continua a travar os lucros da banca, a geração de capital e a capacidade de financiamento”, o que tem impacto negativo no crescimento da economia nacional. Daí que defenda que seja necessário que “fortaleçam os seus modelos de negócio”. E que acelerem a limpeza do malparado.

"Tendo em conta o nível de malparado e das almofadas de capital disponíveis, novos aumentos de capital podem ser necessários para limpar o balanço.”

FMI

Relatório da 6ª avaliação Pós-Programa

“A melhoria dos resultados dos bancos em 2017 é encorajadora, assim como é a definição de metas do Banco Central Europeu para a redução do malparado dos bancos. A continuação dos esforços nestas áreas é necessária para garantir que estes se mantém resilientes e possam dar um melhor apoio à economia“, diz o FMI.

Acelerar a limpeza do malparado poderá, contudo, exigir mais aos acionistas dos bancos. “Tendo em conta o nível de malparado e das almofadas de capital disponíveis, novos aumentos de capital podem ser necessários para limpar o balanço“, refere o FMI.

A última nota do Fundo sobre o malparado prende-se com a necessidade de os supervisores manterem-se alerta. “Os supervisores devem continuar a garantir que os planos dos bancos [para reduzir o malparado] são credíveis e estar preparados para agir caso estes se desviem da meta”, remata.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Banca pode precisar de mais aumentos de capital para resolver o malparado, diz o FMI

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião