CGTP: “Cada vez temos mais gente a apoiar-nos”

A central sindical valorizou, à saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, o fim da descida da TSU, que se prevê que aconteça esta quarta no Parlamento. A CGTP não quer que a medida se eternize.

À saída da reunião com o Presidente da República, Arménio Carlos garantiu que há cada vez mais pessoas a apoiar o que a CGTP defende: o salário mínimo deve ser aumentado sem contrapartidas para as empresas. O líder da central sindical argumentou que a queda da TSU é essencial uma vez que a renovação da medida estava a passar de transitória para permanente.

A CGTP não vai comentar nenhuma alternativa à redução da Taxa Social Única, a contrapartida dada aos patrões no acordo de concertação social que a central sindical não assinou. Arménio Carlos diz estar a aguardar pela proposta em concreto, recusando-se a dizer a sua posição sobre, por exemplo, a redução do pagamento especial por conta, uma medida apontada pelo PCP, BE e CDS.

“Cada vez temos mais gente a apoiar-nos”, garante o líder da central sindical, referindo que os 557 euros de salário mínimo são “insuficientes”, mas é um avanço importante de “valorizar”. Apesar de não enunciar linhas vermelhas no que toca a alternativa, Arménio Carlos é direto a dizer que as empresas não precisam de uma medida compensatória e que o caráter “transitório” da TSU corria o risco de se “eternizar”.

A central sindical afirmou que setores como o da restauração, hotelaria, têxtil, calçado ou dos serviços tiveram resultados positivos “como nunca tiveram no passado”, argumentando que por isso não é válido defender-se que as empresas não têm capacidade para absorver os custos do aumento do salário mínimo. Além disso, Arménio Carlos recordou o “cabaz de natal”, como apelidou em dezembro o acordo de concertação social, que as empresas vão receber no valor de “milhares de milhões de euros”.

A CGTP está mais preocupada com “outra distribuição de riqueza”, afirmou Arménio Carlos, atacando as margens das grandes superfícies.

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