Aumento do desemprego em Espanha surpreende, mas inscritos na Segurança Social bate recordes
Regularização extraordinária de estrangeiros coloca ritmo de criação de emprego no nível mais elevado desde abril de 2023. Em julho, em Espanha, foram criados 79.567 empregos líquidos.
O desemprego registado nos centros de emprego em Espanha aumentou em 19.517 pessoas em julho, quando a expectativa era de uma redução, mas a Segurança Social voltou a registar um máximo histórico de novos inscritos (22,5 milhões) devido ao processo de regularização extraordinária de estrangeiros que coloca o nível de emprego em máximos.
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O desemprego registado nos centros de emprego aumentou 0,85% em julho, face ao mês anterior, de acordo com dados publicados esta terça-feira pelo Ministério espanhol do Trabalho e da Economia Social, que explica que este aumento “atípico” se deve a uma sensibilidade cada vez menor à sazonalidade e a uma redução da média de descida após a reforma laboral.
Entre 2010 e 2019, o desemprego registado costumava diminuir, em média, cerca de 45 mil em julho, mas, desde a reforma do mercado de trabalho, a diminuição média em julho passou a ser apenas de 4.981.
Com o aumento de julho, o número total de desempregados é agora de 2,31 milhões de pessoas, o valor mais baixo neste mês desde 2007, mas voltou a superar a marca dos 2,3 milhões de desempregados, da qual tinha descido em junho pela primeira vez em 18 anos.
No último ano, o desemprego acumulou uma redução de 93.107 pessoas, o que representa uma diminuição de 3,87%.
O aumento do desemprego verificou-se sobretudo nos setores dos serviços (+8 211), da construção (+2 433) e entre quem procura emprego pela primeira vez (+8 268), em grande parte devido ao processo extraordinário de regularização em curso, que está a permitir que trabalhadores sem documentos, que já viviam em Espanha, se registem pelos primeiros vez nos serviços públicos de emprego.
Este processo também revela que o emprego líquido aumentou em 79.567 em julho, elevando o total de empregos formais para 22,5 milhões. “Nos últimos 12 meses, o número de inscritos na Segurança Social aumentou em 642.562; uma variação homóloga que acelerou até ultrapassar os 2,9%, o que representa o ritmo de criação de emprego mais elevado desde abril de 2023”, explica o Ministério do Trabalho e da Economia Social.

O emprego estrangeiro aumentou em julho em 66.046 pessoas, atingindo um total de 3,5 milhões de pessoas empregadas, o que representa 15,6% do total: a 30 de julho, havia 262.475 estrangeiros inscritos na Segurança social provenientes da regularização, indica ainda o Ministério.
O setor que mais cresceu no último ano, considerando o total de inscritos no Regime Geral da Segurança Social e no Regime Especial dos Trabalhadores Independentes, foi o das Atividades de Edição, Radiodifusão e Produção e Distribuição de Conteúdos (6,4%). Seguem-se a Construção (6,1%) e as Atividades Imobiliárias (5,6%), detalham os dados do Ministério.
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