Residentes na Grande Lisboa dão nota negativa à segurança, limpeza e estacionamento
Limpeza urbana, estacionamento, ruído e segurança estão entre os aspetos pior avaliados pelos residentes da Região de Lisboa, apesar de apresentar um desempenho económico acima da média nacional.
Os residentes da Região de Lisboa apontam a limpeza urbana, o estacionamento, o ruído, a segurança e o impacto do turismo como os principais problemas desta zona do país. Já os transportes públicos, o teletrabalho e as condições para as famílias recebem nota positiva, segundo um estudo da Nova IMS e do Instituto Português da Qualidade (IPQ), que pretende servir de base à definição de políticas públicas pelos decisores, para reforçar a competitividade e a qualidade de vida da região.
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Este “Barómetro da Qualidade na Região de Lisboa” apresenta-se como “uma ferramenta de diagnóstico, simulação e recomendação para decisões mais eficazes e orientadas para as pessoas”, começa por explicar ao ECO/Local Online o coordenador do projeto, Pedro Simões Coelho.
Segundo o investigador da Nova IMS, trata-se do “primeiro instrumento em Portugal que, com base num modelo integrado, identifica e quantifica os impactos entre as diferentes dimensões analisadas”.
Além de mostrar como cada território se posiciona, “este modelo permite identificar as dimensões que melhor explicam o seu desempenho, estimar os efeitos das intervenções e perceber em que áreas uma política pública poderá gerar maior valor“, detalha Pedro Simões Coelho.
Uma ferramenta de diagnóstico, simulação e recomendação para decisões mais eficazes e orientadas para as pessoas.
Na prática, esta ferramenta permite aos decisores comparar cenários e identificar as medidas com maior potencial para melhorar a qualidade de vida das populações.
O “Barómetro da Qualidade na Região de Lisboa” resulta de 1.613 entrevistas à população e da análise de indicadores estatísticos, avaliando o desempenho do território em áreas tão diversas, como o emprego, a educação, a inovação, as infraestruturas, o bem-estar e o desenvolvimento sustentável.
Apesar de apresentar um desempenho económico acima da média nacional, a região continua a revelar fragilidades em áreas estruturais como a habitação, a saúde e a segurança, concluem os investigadores.
No que toca a aspetos que mais penalizam a qualidade de vida, os residentes da Grande Lisboa elegem a limpeza e higiene urbana, o estacionamento, o ruído, a segurança, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, e o impacto do turismo.

Em contrapartida, os inquiridos valorizam a qualidade e cobertura dos transportes públicos, as oportunidades de teletrabalho, a participação em ações de voluntariado e as condições oferecidas às famílias com filhos.
Entre as principais fragilidades, o estudo identifica ainda “uma maior proporção de desempregados de longa duração que atinge 3,5% da população, acima da média nacional (2,4%). A região também apresenta uma “taxa de sobrecarga das despesas” com a habitação superior à média nacional (9,6% contra 6,9%) e uma menor proporção de alojamentos construídos depois de 2000 (15,7% contra 19,4%).
Dispor de menos espaços verdes em área urbana (40,2 metros quadrados por habitante) é outro dos aspetos negativos identificados neste diagnóstico.
Mas nem tudo está mal na Região de Lisboa. Em contrapartida, destaca-se pelos indicadores económicos acima da média nacional. “O PIB per capita é cerca de 30% superior ao registado no conjunto do país (30.439,7 euros na Região de Lisboa face a 23.430,3 euros de média nacional) e a taxa de desemprego da população com ensino superior é inferior à média nacional (4,3% face a 5,9%)”, assinala o investigador da Nova da IMS.
Igualmente a taxa de constituição de pessoas coletivas e entidades equiparadas é superior (4,4% face a 3,3%) e a taxa de escolarização no ensino superior situa-se nos 62,2%, acima dos 43,1% registados em Portugal.
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