Lucros da principal concessão da Brisa sobem 15% até junho. Portagens rendem 413,5 milhões

Mau tempo, cortes na A1 e na A14 e aumento do preço dos combustíveis afetaram o tráfego na rede da BCR - Brisa Concessão Rodoviária, composta por 11 autoestradas e 1.124 quilómetros.

A BCR – Brisa Concessão Rodoviária fechou o primeiro semestre com lucros de 178,7 milhões de euros, o que representa uma subida de 14,7% face ao mesmo período do ano passado, de acordo com a informação comunicada esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

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A empresa sublinha que “o crescimento da economia portuguesa continuou a sustentar a evolução positiva do tráfego da rede BCR”, embora o Tráfego Médio Diário (TMD) tenha aumentado apenas 1,6% na primeira metade do ano, face ao período homólogo, para 23.759 veículos por dia (93% ligeiros, ainda que os pesados tenham crescido a maior ritmo: 4,4% vs. 1,4).

“As condições meteorológicas adversas e os cortes de tráfego registados na A1 e A14 no primeiro trimestre do ano, bem como o forte aumento do preço dos combustíveis observado no segundo trimestre, na sequência do conflito no Médio Oriente, contribuíram negativamente para o resultado do semestre”, justifica.

Como salienta a principal concessão do Grupo Brisa, que abrange a ‘espinha dorsal’ do sistema rodoviário português, num total de 11 autoestradas e 1.124 quilómetros, o resultado operacional (EBITDA) ascendeu a 349,9 milhões no semestre (+5,7%). Por outro lado, registou um valor negativo de 21,5 milhões no resultado financeiro da BCR. Ainda assim, uma evolução favorável de 3,3 milhões face ao período homólogo.

A 30 de junho, a dívida bruta da BCR ascendia a 1.075 milhões de euros (ótica nominal), tendo sido reembolsados durante a primeira metade do ano 50 milhões referentes a um empréstimo obrigacionista e 19 milhões relativos a um empréstimo do Banco Europeu de Investimento (BEI).

Impulsionados pela subida de 5,4% nas receitas de portagem (413,5 milhões de euros) e pelas receitas relacionadas com as áreas de serviço, que também aumentaram 7,8% e ascenderam a 15,9 milhões, os rendimentos operacionais totalizaram 432,7 milhões no final do primeiro semestre. Já os gastos operacionais (excluindo amortizações, depreciações, ajustamentos e provisões) também cresceram 4,2% e atingiram 82,8 milhões.

Na mesma nota, a principal unidade de negócio do grupo Brisa – detido pela Rubicone, um consórcio de investidores institucionais holandeses, sul-coreanos e suíços – contabiliza que o investimento na conservação e melhoria da infraestrutura foi de 26,1 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano.

Este montante inclui 20,7 milhões referentes a grandes reparações, maioritariamente relacionadas com trabalhos de repavimentação nas A1, A2, A3, A4 e A13, mas também com reabilitações de viadutos nas A1 e A2, detalha a BCR, notando que os montantes associados a grandes reparações são tratados contabilisticamente como provisão.

(Notícia em atualização)

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