Barómetro CIP/ISEG prevê crescimento de 2% no segundo trimestre
INE divulga na quinta-feira estimativa rápida do PIB do segundo trimestre. Grupo de análise do ISEG antecipa desagravamento do contributo da procura externa e menor contributo da procura interna.
A economia portuguesa deverá ter crescido 2% em termos homólogos e 0,4% em cadeia no segundo trimestre, estima o Barómetro CIP/ISEG, de acordo com a nota divulgada esta quarta-feira.
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“O Barómetro de Conjuntura Económica CIP – Confederação Empresarial de Portugal/ISEG de julho de 2026 estima que o PIB [Produto Interno Bruto] tenha regressado ao crescimento em cadeia, registando uma taxa de 0,4% no segundo trimestre do ano“, pode ler-se na nota divulgada pela confederação.
Porém, apesar de recuperar da estagnação em cadeia verificada no início do ano, o barómetro prevê também que a economia deverá registar um ligeiro abrandamento no ritmo do crescimento homólogo, passando de 2,2% no primeiro trimestre para 2% no segundo.
Barómetro CIP/ISEG prevê crescimento do PIB de 2% em termos homólogos e 0,4% em cadeia
Nos primeiros três meses do ano, marcados pelo comboio de tempestades e pelo início da guerra no Irão, a economia portuguesa avançou 2,3% face a igual período do ano passado, mas registou um crescimento nulo em cadeia. Esta quinta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) irá divulgar a estimativa rápida para o PIB do segundo trimestre.
Em termos das principais componentes da procura, o grupo de análise económica do ISEG antecipa um desagravamento do contributo da procura externa líquida, a que se deverá juntar um menor contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB.
Contudo, o diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, apesar da confiança do setor empresarial e dos consumidores, assim como as exportações, mostra-se apreensivo com as perspetivas de contração da produção industrial para o conjunto do trimestre. “A recuperação que parecia estar a desenhar-se em março e abril acabou por não se confirmar”, aponta.
De acordo com o barómetro, o indicador de confiança dos consumidores registou uma evolução positiva em maio e junho, embora insuficiente para alcançar o nível médio do primeiro trimestre. Rafael Alves Rocha destaca ainda que a subida do preço do petróleo “está a aumentar as pressões sobre as empresas, que voltam a ver os seus custos energéticos fortemente inflacionados”.
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