PRR entra no “sprint mais denso” da execução, avisa Fernando Alfaiate
Portugal já fez mais do que estava estipulado na versão inicial do PRR, refere o presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, com os fundos europeus a tocarem nos 17,2 mil milhões.
O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, apresentou esta terça-feira, no auditório da Fundação Champalimaud, o décimo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
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Alfaiate classificou o processo como “um desafio para o país, para a administração pública, para as entidades executoras”, sublinhando que “a capacidade de demonstrar e provar que somos capazes e confiantes na plena execução do PRR”.
Segundo o presidente da Estrutura, os nove pedidos de pagamento já submetidos com sucesso permitiram captar fundos europeus num valor superior à dotação inicial do programa.
Já fizemos mais do que aquilo que estava previsto na primeira versão do PRR. E isso é muito gratificante.
Alfaiate recordou que o PRR arrancou, em 2021 e 2022, com uma dotação de 16.644 milhões de euros e que o desembolso associado ao décimo pedido, previsto para o início da próxima semana, deverá elevar o total recebido para cerca de 17.200 milhões de euros, valor acima do inicialmente estipulado. “Já fizemos mais do que aquilo que estava previsto na primeira versão do PRR. E isso é muito gratificante”, afirmou.
Questionado sobre se acreditou, desde o início, na exequibilidade do plano, Alfaiate respondeu de forma afirmativa, apesar de reconhecer ter ouvido “muitas vezes” previsões contrárias.
O responsável da Estrutura de Missão Recuperar Portugal atribuiu os resultados obtidos a uma metodologia assente em “focar na solução e não no problema” e ao trabalho conjunto com as 80 entidades públicas envolvidas na implementação das medidas.
Ao longo da execução do PRR, Alfaiate revelou que a Estrutura enfrentou perturbações associadas a movimentações geopolíticas não previstas no planeamento inicial do programa, como as guerras e a crise energética, com impacto nos investimentos, nas cadeias de abastecimento, nos preços e na disponibilidade de mão-de-obra.

Alfaiate comparou o processo à gestão de desvios de um plano a cinco anos, defendendo que a resposta a estas situações passou sempre por corrigir e reprogramar, “sem medo” de identificar problemas e procurar soluções no dia seguinte.
Sobre a fase que se segue, Alfaiate descreveu o momento como “um sprint mais denso, mais pesado” dentro daquilo que qualificou como uma maratona composta por vários sprints ao longo do programa.
O presidente da Estrutura de Missão deixou como compromisso “manter esta metodologia de gestão rigorosa, com capacidade de trabalho intensa”, com o objetivo de concretizar a execução do PRR e produzir resultados que se traduzam em bem-estar para as pessoas e numa economia mais competitiva para as empresas.
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