Espanhóis do Cajamar interessados no Banco CTT
Banco com sede em Almeria manifestou interesse numa parceria. CTT contrataram recentemente o BNP Paribas para explorar opções para o seu banco.
O banco espanhol BCC-Grupo Cooperativo Cajamar manifestou o interesse numa parceria com o Banco CTT, instituição detida pelos CTT CTT 0,97% , adianta a agência Bloomberg.
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O interesse espanhol levou os CTT a trabalhar com o BNP Paribas para explorar opções para o seu negócio bancário, referiram as fontes citadas pela agência de notícias financeiras. O grupo liderado por Guy Pacheco também contratou o Rothschild para avaliar as possibilidades em relação ao Banco CTT.
A Bloomberg acrescenta que não é claro se as negociações avançaram ou não, não estando em curso qualquer processo formal de venda.
“Os CTT trabalham ocasionalmente com empresas de consultoria e bancos de investimento em cenários de desenvolvimento ou oportunidades de negócio”, respondeu a empresa portuguesa. Já o Cajamar, com sede em Almeria, afirmou que o banco não comenta “rumores”.
Os CTT venderam uma participação de 8,7% do Banco CTT à seguradora Tranquilidade Generali em 2022 numa operação que avaliou o banco em 290 milhões de euros.
Em cima da mesa estarão várias possibilidades, incluindo um spin-off do banco e posterior colocação em bolsa, como chegou a admitir o então CEO dos CTT, João Bento, em entrevista ao ECO, no início do ano passado. “Nós não somos o acionista ideal para um banco”, disse. O gestor explicou que a integração do Banco CTT no Grupo CTT dificulta, inclusivamente, a avaliação da empresa por parte dos investidores e analistas. Mesmo assim, nessa entrevista, João Bento referiu que ainda havia “alavancas de avaliação do banco” a explorar pela empresa antes de uma possível venda.
O interesse do Cajamar reforça o apetite dos bancos espanhóis pelo mercado nacional, onde nuestros hermanos já marcam presença com o Santander (ex-Totta), BPI (detido pelo Caixabank), Abanca (que acabou de comprar o Eurobic) e o Bankinter (que comprou a operação do Barclays em 2016). Um domínio espanhol que não é bem-visto pelo Governo português.
No ano passado, o ministro das Finanças mostrou a sua oposição à possibilidade de o Caixabank avançar para a compra do Novobanco. “É do interesse do país que não haja uma excessiva concentração do setor bancário de bancos de um único país, como é o caso de Espanha”, afirmou Joaquim Miranda Sarmento há pouco mais de um ano.
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