Fundo de Garantia de Depósitos lucrou mais de 40 milhões no ano passado

Com este desempenho, o fundo que garante poupanças nos bancos até 100 mil euros aumentou os seus recursos próprios para 1,83 mil milhões de euros, que cobrem 0,94% dos depósitos elegíveis.

O fundo que garante depósitos bancários até 100 mil euros registou um lucro de quase 41 milhões de euros em 2025, um desempenho abaixo do ano anterior, mas que permitiu aumentar os recursos próprios para 1,83 mil milhões de euros.

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O Fundo de Garantia de Depósitos explica que o resultado se deveu sobretudo aos ganhos gerados pela aplicação dos seus recursos, que ascenderam a 37,7 milhões de euros, e ainda, “com uma expressão mais reduzida”, às coimas aplicadas pelo Banco de Portugal e que revertem a favor do fundos e às contribuições pagas pelos bancos, segundo adianta no relatório e contas de 2025 publicado esta quarta-feira.

Em relação à gestão dos recursos, o fundo liderado por Máximo dos Santos adianta que teve uma rentabilidade de 2,2% em termos líquidos.

Apesar de ter aumentado os seus recursos próprios, o fundo viu o rácio dos depósitos cobertos descer ligeiramente para 0,94% no final do ano passado. Ainda assim, salienta, “este nível permaneceu acima do patamar de 0,8% previsto na Diretiva relativa aos sistemas de garantia de depósitos, o que confirma que o fundo continua adequadamente capitalizado.

A entidade liderada pelo vice-governador do Banco de Portugal destaca ainda a conclusão do processo de liquidação dos compromissos irrevogáveis assumidos perante o fundo e que diziam respeito a contribuições devidas pelos bancos entre 1006 e 2011.

Deste processo, iniciado no final de 2023, resultou a entrada de 443,8 milhões de euros, dos quais 96,2 milhões no ano passado.

“Esta foi uma iniciativa de importância estrutural para a situação financeira do Fundo de Garantia de Depósitos, uma vez que permitiu transformar, em ativos líquidos, totalmente disponíveis e remunerados, uma componente do balanço do fundo cuja eventual mobilização, em situação de crise, apresentava constrangimentos e riscos importantes e que não proporcionava ao fundo qualquer remuneração“, salienta Máximos dos Santos na mensagem que acompanha as contas do fundo.

O fundo, criado em 1992, assegura o reembolso dos depósitos até ao limite de 100 mil euros por depositante, por banco, em caso de falência de uma instituição, promovendo a confiança em todo o sistema. Por exemplo, já foi acionado aquando do colapso do BPP, em 2010.

Os recursos do FDG provêm sobretudo das contribuições iniciais e periódicas cobradas aos bancos participantes, mas também dos rendimentos que obtém das aplicações dos recursos próprios (operações de baixo risco), sendo que também fica com parte das coimas que o Banco de Portugal aplica.

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