Tribunal de Contas dá luz verde à compra de 153 automotoras pela CP

Governo diz que este é o "maior investimento jamais feito na compra de comboios em Portugal" que passa agora de 746 milhões de euros para 1.064 milhões de euros.

Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Tribunal de Contas (TdC) deu luz verde ao aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras pela CP – Comboios de Portugal, num investimento de 1.064 milhões de euros, avança esta quinta-feira o Ministério das Infraestruturas e Habitação que garante ser o maior valor de sempre na compra de comboios em Portugal. Os primeiros comboios chegam a Portugal em 2029.

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Em causa está um contrato firmado entre a CP, a multinacional francesa Alstom e a portuguesa Domingos da Silva Teixeira (DST) que visa a compra de 98 automotoras urbanas e 55 regionais, “com equipamentos ERTMS/ETCS e peças associadas”, para modernizar e reforçar a oferta em todo o país, segundo explica o Ministério tutelado por Miguel Pinto Luz, num comunicado enviado às redações.

O investimento em 117 automotoras iniciais mais 36 adicionais, que perfaz agora um total 153, traduz-se no aumento do valor do contrato de 746 milhões de euros para 1.064 milhões de euros.

A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável.

Miguel Pinto Luz

Ministro das Infraestruturas e Habitação

Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio, assinala Miguel Pinto Luz, enfatizando que “a forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável”.

Partindo do princípio de que a “mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão”, o ministro assegura que o Governo está “a trabalhar para trazer cada vez mais pessoas para os transportes públicos, com o reforço da oferta e fomentando a confiança dos cidadãos”.

Segundo o Ministério, os novos comboios começam a chegar a Portugal em 2029, também serão produzidos na futura fábrica em Guifões, Matosinhos, que vai criar 300 postos de trabalho diretos, e cerca de 1.500 indiretos. Esta unidade de produção representa um “reforço da indústria e das competências profissionais no setor da ferrovia”, conclui.

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