Lucro do Crédito Agrícola afunda 26% com impacto da descida dos juros e mau tempo

Primeiro trimestre ficou marcado por uma redução da margem, por mais imparidades e provisões e pelo impacto das tempestades, levando o resultado líquido do grupo liderado por Sérgio Frade a cair 26%.

O Crédito Agrícola registou lucros de 73,8 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 26,1% em relação ao mesmo período do ano passado, pressionado pelos juros mais baixos e mais imparidades e provisões, mas também pelo aumento dos custos com sinistros associados ao mau tempo.

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Em comunicado, a entidade liderada por Sérgio Frade explica que o decréscimo dos resultados é “reflexo sobretudo de uma redução na margem financeira (-8,9%) e de um reforço líquido de 12,9 milhões em imparidades e provisões”.

A margem financeira cedeu para 155,6 milhões de euros no arranque do ano por conta da descida das taxas de juro, enquanto as imparidades e provisões superaram os 120 milhões.

comissões subiram quase 13% para 39,9 milhões e compensaram em parte a quebra da margem.

Porém, os resultados com contratos de seguros derraparam 27,3% para 18 milhões de euros, menos 6,8 milhões em termos homólogos, “refletindo o impacto negativo, na CA Seguros, do aumento dos custos com sinistros associados às intempéries, nomeadamente a tempestade Kristin”. De resto, o negócio segurador fechou o trimestre com prejuízos de quase 2 milhões de euros.

Também os veículos de investimento imobiliário tiveram uma perda de meio milhão de euros.

No que toca ao negócio bancário, registou um acréscimo de quase 700 milhões no ativo, ascendendo a mais de 30 mil milhões de euros. Dos quais 14,1 mil milhões correspondem a empréstimos, cuja carteira cresceu 2,7% em relação a dezembro.

O grupo fala numa “evolução favorável” do crédito à habitação, que registou um crescimento de 3,2%, à boleia da garantia pública para jovens e ao abrigo da qual tinham sido concedidos 212,4 milhões de euros, correspondendo a 1.256 contratos e a 30,5 milhões de euros de garantia pública.

Os depósitos cresceram 0,5% para perto de 24 mil milhões, enquanto os recursos para seguros de capitalização e fundos de investimento aumentaram 5,5% para 2,7 mil milhões.

(Notícia atualizada às 12h47)

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