Eventual subida das comissões “não é tabu para a Caixa”

Paulo Macedo admite que o banco poderia ter maior rendibilidade mas diz que subida do preçário não é prioridade no curto prazo.

Os resultados da Caixa Geral de Depósitos têm crescido e batido recordes, e tem sido possível consegui-lo sem aumentar o preço das comissões, cujo preçário não mexe há cinco anos, segundo Paulo Macedo. Mas isso tem custos em termos de margem, uma vez que há concorrentes que estão a ganhar mais nas operações, nesse item. Para o líder da Caixa, o tema está em aberto e não é um tabu.

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Não é uma prioridade agir nesta vertente, mas sempre dissemos que não temos nenhum tabu nessa matéria“, afirmou esta quinta-feira o banqueiro, em conferência de imprensa de apresentação dos resultados relativos ao primeiro semestre.

Nestes mesmos resultados o valor cobrado em comissões até subiu, 6% para 308 milhões de euros, mas não devido a mexidas no preço e sim a mais operações. Ainda assim, o produto bancário recuou 4%.

Não é prioridade mas também não gostamos de perguntas sobre porque é que o produto bancário baixou”, afirmou, acrescentando que a Caixa “não vai ser nunca o banco mais caro mas certamente não quer ser o mais barato” com pior serviço.

O produto bancário cai basicamente porque continuamos com as comissões mais baixas de todo o mercado segundo o volume de negócios

Paulo Macedo

CEO da CGD

“O produto bancário cai basicamente porque continuamos com as comissões mais baixas de todo o mercado segundo o volume de negócios. Estamos a tentar que acompanhem pelo menos o volume de negócios. Também somos mais competitivos no crédito à habitação, temos bom serviço, também nas empresas. Em termos de margens há bancos que têm política diferente”, admitiu.

O banqueiro salientou ainda que o custo do serviço, assim como a qualidade do mesmo, são argumentos que, no seu entender, têm justificado que o banco público tenha vindo a ganhar quota de mercado em vários segmentos de crédito.

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