Álvaro defende ‘cooling-off’ para administradores saírem do Banco de Portugal

A propósito da polémica com a reforma de Centeno e do plano para acabar com a figura do consultor, o governador do Banco de Portugal defende um mecanismo para ajudar administradores a saírem do banco.

O governador do Banco de Portugal não conta que venha a ter problemas com o preenchimento de lugares na administração com quadros da instituição porque depois vão ter de sair do banco central. Álvaro Santos Pereira defende que devem ser criados mecanismos de ‘cooling off’ para ajudar nessa transição.

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O tema surge a propósito da polémica relacionada com a reforma antecipada do ex-governador Mário Centeno, uma saída que Santos Pereira enquadra com os seus planos de acabar com a figura de consultor do conselho de administração – um cargo criado para ex-administradores.

“Em relação às questões dos consultores de administração, e se me preocupa que vamos ter problemas de preencher lugares no Conselho de Administração com pessoas que trabalham no Banco de Portugal. Não tenho o mínimo de preocupação sobre essa questão. Chegar ao conselho de administração do Banco de Portugal é chegar ao topo da carreira no Banco de Portugal”, declarou aos jornalistas durante a apresentação do Boletim Económico de março, esta quarta-feira.

Segundo explicou, é importante que, após se chegar ao topo do Banco de Portugal, haja um mecanismo de ‘cooling-off’ para ajudar numa transição de saída da instituição. “É isso que se passa em muitos reguladores e bancos centrais, é isso que eu vou defender. Vai ter de haver um debate interno, obviamente, mas é isso que eu vou defender”, considerou.

Para Santos Pereira não há incongruência nenhuma no facto de um trabalhador do Banco de Portugal ambicionar ascender à administração sabendo que depois terá de abandonar a instituição.

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