Lucros da Pharol afundam para 2,1 milhões em 2025

Antiga PT SGPS voltou a beneficiar de reembolsos fiscais extraordinários no ano passado. Fechou definitivamente o capítulo da Oi e diz estar em posição financeira sólida para diversificar o negócio.

A Pharol viu os lucros afundarem para 2,1 milhões de euros em 2025. A empresa voltou a beneficiar de reembolsos fiscais no ano passado, na ordem dos dois milhões de euros, mas longe dos reembolsos de 24 milhões que reconheceu no ano anterior. Razão pela qual se deu um afundanço nos resultados.

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Recentemente, a Pharol viu um tribunal do Luxemburgo reconhecer um crédito de 897 milhões de euros junto da Rio Forte (que pertencia ao GES). Apesar de favorável, a decisão não terá impacto nos resultados nem nas perspetivas de recuperação dessa dívida. A empresa liderada por Palha da Silva só espera rever 51,9 milhões de euros da massa insolvente da Rio Forte, processo que decorre nos tribunais luxemburgueses.

Outro ativo outrora relevante, mas que já desapareceu da história da Pharol (antiga PT SGPS): a operadora brasileira Oi, que também está em processo de insolvência. A Pharol chegou a ter 39,7% da Oi, mas perdeu praticamente esse investimento. No ano passado vendeu a última parcela de ações que ainda detinha na telecom brasileira.

Na mensagem que acompanha os resultados, Palha da Silva adianta que o desinvestimento na Oi e a estabilização financeira da Pharol “permitiram ao conselho de administração dedicar maior atenção à avaliação de oportunidades de diversificação e a uma eventual nova fase de investimento”.

“A Pharol entra em 2026 com uma base financeira sólida, riscos controlados e flexibilidade estratégica para, de forma seletiva e ponderada, explorar oportunidades que contribuam para a criação de valor sustentável no médio e longo prazo”, frisa o CEO.

A Davidson Kempner é o principal acionista da Pharol, detendo uma participação de quase 20%, adquirida ao Novobanco.

A Pharol destaca ainda que tem vindo a fazer uma gestão ativa das suas aplicações de tesouraria com o investimento em obrigações e ações. Tinha no final do ano passado uma carteira avaliada em 27,8 milhões de euros, mais 779 mil euros em relação a 2024.

O total do ativo ascendia a 96 milhões de euros, contra um passivo de apenas dois milhões. O reforço dos capitais próprios para 94,3 milhões de euros foi um dos aspetos sublinhados por Palha da Silva, pois permitirá à Pharol abrir um novo capítulo da sua vida.

As ações da Pharol estão a cair mais de 3% para 7,84 cêntimos, conferindo uma capitalização bolsista ligeiramente acima dos 70,3 milhões.

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