Farminveste vende participação nas residências José de Mello por 4,4 milhões de euros

  • ECO
  • 22 Dezembro 2025

A José de Mello Capital, SA comprou "a pronto" a participação de cerca de 27%, detida pela Farminveste, por 4,424 milhões de euros.

A Farminveste vendeu a participação que detinha na José de Mello – Residências e Serviços por 4,4 milhões de euros, de acordo com um comunicado publicado esta segunda-feira no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

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A José de Mello Capital, SA, comprou as ações “representativas de cerca de 27% do capital social” por um “preço de 4.424.490” euros, “pago a pronto”. Estas ações eram detidas pela Farminveste – Investimentos, Participações e Gestão, S.A. (FV IPG), participada direta e controlada a 100% pela Farminveste – SGPS, SA.

Em outro comunicado ao mercado, também esta segunda-feira, a Farminveste informa que concluiu o processo de reorganização societária FV IPG, em dois passos. Por um lado, a Farminveste fechou um acordo com a Associação Nacional de Farmácias para a transmissão das participações que detinha nas sociedades Infosaude e A ver Navios em Santa Catarina, por 5,86 milhões de euros.

Por outro lado, foi realizado um aumento de capital da FV IPG pela Farminveste , com a entrada de 5,861 milhões de euros – dos quais 4,22 milhões “afeto ao aumento de capital social e o remanescente”, 1,64 milhões de euros, relativo ao “prémio de emissão”.

Para refinanciar a dívida financeira bancária, a FV IPG anunciou ainda “acordos” com o Banco Montepio para o financiamento de 35 milhões de euros a longo prazo. O programa inclui ainda “papel comercial de curto prazo” de 11,5 milhões, que “conjuntamente com as disponibilidades de tesouraria existentes”, vai permitir “amortizar integralmente as dívidas bancárias abrangidas pelo Acordo-Quadro celebrado em 2021”.

Estes financiamentos, junto ao Banco Montepio, têm como garantia “única” as ações representativas de 15% do capital social da CUF, SA, que irão reduzir-se para 10% “após o reembolso” do programa de papel comercial. Os dividendos anuais serão “consignados ao serviço da dívida de cada ano”, indica ainda a nota.

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