Montenegro “à prova de bala” para o PSD. Ventura quer esclarecer “questão relevantes” sobre Spinumviva
Hugo Soares disse que o a decisão do Ministério Público revela “um afastamento cada vez maior entre o país real", que deu a vitória à AD nas últimas legislativas, e "o país político-partidário".
O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, disse esta quarta-feira que o arquivamento da averiguação preventiva à Spinumviva confirma a escolha do “país real” nas últimas legislativas, acrescentando que o primeiro-ministro é sério e “à prova de bala”.
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“Eu encaro esta decisão do Ministério Público com total naturalidade. Creio que saberão, que nós nunca tivemos dúvidas, que Portugal tinha um primeiro-ministro sério. Usei a expressão várias vezes que aqui quero repetir: um primeiro-ministro à prova de bala. Um primeiro-ministro que é um homem como qualquer portuguesa ou qualquer português que nos está a ouvir”, afirmou.
Hugo Soares falava aos jornalistas, no parlamento, sobre o arquivamento da averiguação preventiva à Spinumviva, empresa da família do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi esta quarta-feira anunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O líder da bancada do PSD defendeu que, mais do que a demora da decisão, o importante é que a “Justiça funcione em todas as circunstâncias” e que esta decisão do Ministério Público revela “um afastamento cada vez maior entre o país real”, que deu a vitória à AD nas últimas legislativas, e “o país político-partidário”.
“O país real demonstrou nas eleições que não tinha dúvidas sobre o caráter, sobre a idoneidade, sobre a seriedade e sobre o projeto político de Luís Montenegro. Foi isso que esteve em causa nas últimas eleições legislativas. E hoje a Justiça, que fez o seu trabalho, atesta precisamente aquilo que o país real já tinha dito”, concluiu.
Mais tarde, André Ventura desafiou o primeiro-ministro a esclarecer as “questões relevantes” que foram levantadas nos últimos meses, considerando que Luís Montenegro tem mais espaço para o fazer após o arquivamento da averiguação preventiva à Spinumviva.
“É importante perceber se há ou se continuam explicações por dar, não obstante, no entendimento do Ministério Público, não haver aqui alguma dimensão criminal que deva ser prosseguida”, declarou o líder do Chega à chegada ao jantar do Grupo Parlamentar do Chega, na Assembleia da República. O também candidato presidencial defendeu que “há várias questões que foram levantadas e que o primeiro-ministro ainda não deu esclarecimento”.
“Não podemos desconsiderar, nem dizer que esta decisão do Ministério Público não tem nenhum impacto. Claro que tem impacto. Por outro lado, há questões que se levantaram durante os últimos meses e que são relevantes política, social e algumas até juridicamente de compreender como é que aconteceram ou não”, insistiu.
André Ventura apontou como exemplo a questão de Luís Montenegro “estar a receber dinheiro enquanto é primeiro-ministro, em empresas, independente agora do tipo de empresas e da tipologia das empresas”.
“O primeiro-ministro tem agora, se calhar, até mais espaço, uma vez que já não tem o condicionamento judicial – se isto acabar por aqui, não sabemos se vai acabar ou não–, para ele próprio dar as explicações que ainda não deu”, sustentou.
A averiguação preventiva à Spinumviva, empresa da família do primeiro-ministro, foi arquivada na terça-feira, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR). Numa nota publicada no site do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o Ministério Público justifica o arquivamento com o facto de não ter existido “notícia da prática de ilícito criminal”.
Montenegro já se congratulou com o arquivamento da averiguação preventiva ao caso Spinumviva, mas criticou o “autêntico inquérito criminal” a que foi submetido.
(atualizada às 22h08 com reação do Chega)
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