Ministros e líderes dos reguladores vão às escolas ensinar literacia financeira por um dia
Os presidentes do Banco de Portugal, CMVM e ASF e os ministros das Finanças e da Educação vão estar em escolas secundárias de Cinfães, Lisboa, Coimbra, Setúbal ou Bombarral a ensinar como poupar.
E se chegasse à escola, numa (previsivelmente) banal sexta-feira, para deixar os ‘miúdos’ nas aulas e quem estivesse na sala, no lugar no professor, fosse o ministro das Finanças ou o governador do Banco de Portugal? É o que vai acontecer aos estudantes do ensino secundário da Avelar Brotero, em Coimbra, ou da José Gomes Ferreira, em Lisboa.
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Mas não vão ser só estes jovens alunos com um docente diferente esta sexta-feira, dia 31 de outubro. Na data em que se celebra o Dia Mundial da Poupança, sete membros do Governo e 13 representantes dos reguladores do setor financeiro estarão espalhados por várias escolas de norte a sul do país a ensinar literacia financeira.
Além dos “professores do secundário” Joaquim Miranda Sarmento ou Álvaro Santos Pereira, também Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), ou Luís Laginha de Sousa, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), estão encarregues da matéria na Escola Básica e Secundária Fernão do Pó, no Bombarral, e na Escola Secundária du Bocage, em Setúbal, respetivamente.
A escolha das escolas não foi ao acaso: todos lá estudaram. Exceção feita para o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que se desloca à Escola Secundária Professor Doutor Flávio F. Pinto Resende, em Cinfães, porque no início deste ano letivo já deu uma aula de literacia financeira na escola onde estudou.
O objetivo é que este evento – designado “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” – dê início a um modelo de colaboração contínua entre as escolas e as universidades e politécnicos, no âmbito da disciplina de Cidadania, informa o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, num comunicado enviado ao ECO.
“Saber gerir dinheiro, compreender decisões económicas e fazer escolhas conscientes, com o olhar no futuro, são competências fundamentais para a vida adulta e em sociedade. Quanto mais cedo começarmos a desenvolvê-las, mais preparados estaremos para enfrentar os desafios do futuro e contribuir para uma sociedade mais equilibrada e sustentável”, diz o ministro da Educação, Fernando Alexandre.
A iniciativa prevê que os próprios alunos se tornem professores. Enquanto os governantes e supervisores dão a lição, também os estudantes e docentes académicos (das áreas de Economia, Gestão, Finanças ou Contabilidade) estarão a dar uma aula a milhares de alunos dos ensinos básico e secundário sobre como se deve poupar dinheiro.
Para que a iniciativa não se esgote na efeméride da poupança, as escolas, as instituições de ensino superior e o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros comprometeram-se a celebrar protocolos de cooperação tendo em vista, por exemplo, a criação canal de comunicação permanente entre as partes para partilha de conhecimento, recursos e boas práticas. A rampa de lançamento deste plano será uma proposta a enviar pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação.
“Estas aulas serão dadas em colaboração com os docentes coordenadores da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em conformidade com o princípio de que a educação para a cidadania é uma responsabilidade coletiva que beneficia da colaboração entre a escola e a sociedade civil, tal como definido na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC)”, conclui o gabinete de Fernando Alexandre.
A nova ENEC estabeleceu a literacia financeira como componente obrigatória do currículo escolar no mínimo em dois ciclos do ensino básico.
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