Presidente admite “longos governos de gestão”. As três reflexões de Marcelo no dia de reflexão

  • Lusa
  • 17 Maio 2025

O Presidente da República apelou à participação dos portugueses nas eleições legislativas e considerou que "votar neste momento é contribuir para a estabilidade" e evitar "longos governos de gestão".

O Presidente da República apelou este sábado à participação dos portugueses nas eleições legislativas de domingo e considerou que “votar neste momento é contribuir para a estabilidade” e evitar “longos governos de gestão”. Numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa advertiu que “até maio de 2026 não poderá haver constitucionalmente novas eleições“.

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Na habitual mensagem presidencial transmitida em véspera de atos eleitorais, o chefe de Estado afirmou também que votar é “dar vida à liberdade, à igualdade, à solidariedade, à segurança, à democracia e à paz”, assinalando que passaram 50 anos desde as eleições de 1975 para a Assembleia Constituinte – o ato eleitoral com maior participação eleitoral até agora, superior a 91% dos inscritos.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou “três reflexões” nesta mensagem aos eleitores, que teve cerca de dois minutos e meio de duração, a primeira sobre a conjuntura internacional, a segunda sobre as consequências da abstenção no atual contexto e a terceira focada na estabilidade.

Votar neste momento é contribuir para a estabilidade no meio de um mundo instável, poupando soluções longas de governos de gestão, quando até maio de 2026 não poderá haver constitucionalmente novas eleições, e permitindo a previsibilidade, sem a qual não cresce a confiança“, declarou.

O Presidente da República argumentou que, no atual contexto global, “mais complexo e imprevisível“, não votar no domingo “faz ainda menos sentido do que noutras eleições“.

Seria meter a cabeça na areia, ficar indiferente à gravidade do instante vivido, fazer de ausente quando, como sabemos do nosso dia-a-dia, os ausentes acabam, mais cedo ou mais tarde, por perder a razão, e limitar-se, como diz o povo, a chorar sobre o leite derramado“, acrescentou.

Ao descrever a conjuntura global, o chefe de Estado realçou “o regresso ao poder do atual presidente norte-americano”, Donald Trump, e consequentes “mudanças enormes nas relações com a Europa, a Rússia e a China” nos últimos meses. Por isso, no seu entender, “o mundo de 2025 é radicalmente diferente do mundo de 2024“, quando se realizaram as anteriores eleições legislativas antecipadas em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa alertou para a “imprevisibilidade na economia internacional“, concluindo que desta conjuntura resultam “maiores responsabilidades” para os europeus e para os portugueses.

Nos termos da Constituição, “a Assembleia da República não pode ser dissolvida nos seis meses posteriores à sua eleição” nem “no último semestre do mandato do Presidente da República”, que termina em 09 de março de 2026. Em caso de dissolução pelo próximo chefe de Estado, a legislação eleitoral estabelece que a data das eleições tem de ser marcada “com a antecedência mínima de 55 dias”.

Concorrem a estas eleições antecipadas 21 forças políticas: AD (PSD/CDS-PP), PS, Chega, IL, BE, CDU (PCP/PEV), Livre, PAN, ADN, RIR, JPP, PCTP/MRPP, Nova Direita, Volt Portugal, Ergue-te, Nós, Cidadãos!, PPM, PLS e, com listas apenas numa ou nas duas regiões autónomas, MPT, PTP e PSD/CDS/PPM.

 

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