Governo admite vir a incluir painéis solares por subscrição em novo apoio para edifícios mais sustentáveis
A instalação de painéis ou outros equipamentos de renovável para autoconsumo é uma das medidas previstas no Programa Edifícios Mais Sustentáveis. Governo admite vir a incluir painéis por subscrição.
A opção de instalar painéis solares em casa por subscrição já é uma realidade em Portugal desde o ano passado. Mas agora o Governo admite a possibilidade de vir incluir esta modalidade num próximo aviso do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, ou até mesmo lançar um novo instrumento específico para este propósito.
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Fonte oficial do Ministério do Ambiente e da Ação Climática afirma ao ECO/Capital Verde que, embora o “modelo em apreço não [tenha sido] considerado neste aviso”, instalar painéis solares em casa por subscrição pode vir a ser incluído “em outros avisos ou instrumentos que venhamos a lançar / desenvolver”, sem adiantar detalhes de como esse modelo funcionaria caso passasse a ser comparticipado.
Em causa está o novo aviso do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, anunciado pelo Governo na semana passada. A iniciativa terá uma dotação total de 100 milhões de euros e este primeiro aviso mobilizará 30 milhões de euros para candidaturas a submeter até 31 de outubro ou até à data em que seja previsível esgotar a dotação prevista, consoante o que ocorra primeiro. A partir de 16 de agosto de 2023 vai estar disponível a plataforma do Fundo Ambiental para a apresentação das candidaturas.
Entre as obras apoiadas, há cinco tipos de renovações que podem ser financiadas: a substituição de janelas por umas mais eficientes; a aplicação ou substituição de isolamento térmico; a instalação de sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento intervenções a nível da eficiência hídrica e a instalação de sistemas fotovoltaicos ou outros equipamentos de produção de energia renovável para autoconsumo com ou sem armazenamento.
É neste último campo que o Governo admite vir a incluir a possibilidade de as famílias poderem recorrer a um modelo de subscrição para instalarem painéis solares em casa. Ao ECO/Capital Verde, Manuel Pina, diretor-geral da Otovo, a primeira empresa em Portugal a oferecer este serviço, considera que o modelo permite às famílias instalarem painéis solares fotovoltaicos para autoconsumo “sem terem a obrigatoriedade de avançar com um investimento inicial”, ao contrário do que exige o Programa Edifícios Mais Sustentáveis.
“Nas regras publicadas no recente aviso pressupõe-se que apenas as famílias com a capacidade para investir por inteiro no equipamento é que se poderão candidatar, uma vez que a comparticipação é por reembolso”, sublinha o gestor. O novo aviso pretende comparticipar a fundo perdido até 85% das despesas das famílias em algumas intervenções nas suas habitações que visem melhorar a sua eficiência energética.
Para Manuel Pina, a principal diferença do modelo de subscrição face à restante oferta no mercado português, e contemplada também no aviso anunciado a 18 de julho, “prende-se com a possibilidade de as famílias poderem instalar painéis solares fotovoltaicos sem terem a obrigatoriedade de avançar com um investimento inicial”.
Além disso, garante, é um modelo que, através de um pagamento mensal, “permite uma poupança, imediata e de longo prazo, na fatura de eletricidade”, cuja instalação e manutenção do sistema estão incluídos sem custos adicionais durante a totalidade da duração do contrato com a Otovo.
A empresa, que está em Portugal há quase um ano, já tinha lançado antes o apelo ao Governo, ainda que sem sucesso, com o argumento de que em países como Espanha os painéis por subscrição já estão incluídos nos apoios a conceder às famílias no sentido de potenciar a eficiência energética nos edifícios. “Conscientes de que o objetivo global dos decisores políticos é o de ajudar as famílias na transição energética, acreditamos que devem ser criadas condições para que todas as famílias possam participar nesta transição, incluindo as que escolhem modelos como o de subscrição”, apela Manuel Pina.
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