Governo prevê abrir em junho avisos de candidaturas ao Fundo para a Transição Justa
O fundo visa apoiar empresas que queiram fazer novos investimentos no Médio Tejo, empregando trabalhadores como os afetados pelo encerramento da unidade a carvão da Central do Pêgo.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, apontou esta quinta-feira o mês de junho como a data prevista para a abertura das candidaturas ao Fundo para a Transição Justa para apoio ao emprego e investimento no Médio Tejo. “Sim, estimo que seja em junho a abertura dos avisos”, respondeu a governante, depois de questionada pela agência Lusa sobre se a abertura das candidaturas ao Fundo para a Transição Justa será em junho deste ano.
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Este fundo visa apoiar empresas que queiram fazer novos investimentos no Médio Tejo, empregando trabalhadores da região, especialmente os afetados pelo encerramento da unidade a carvão da Central Termoelétrica do Pêgo.
Reconhecendo a existência de um “relativo atraso” em relação ao que estava inicialmente previsto, a ministra justificou esta demora com a alteração das regras dos auxílios do Estado e com as negociações em curso do próximo programa Portugal 2030.
“As regras que regulam o apoio às empresas através de fundos europeus alteraram-se e, portanto, nós tivemos também que nos adaptar”, explicou. Por outro lado, segundo a governante, o Fundo para a Transição Justa “será aplicado no âmbito do Portugal 2030” e, atualmente, o Governo português encontra-se “a acabar as negociações com a Comissão Europeia”.
“Estamos a fechar a negociação e os programas operacionais regionais serão submetidos no início de junho. A partir daí, poderemos abrir os avisos, estando simultaneamente a trabalhar nos avisos”, afirmou a titular da pasta da Coesão Territorial.
Ana Abrunhosa lembrou que já foi feito “um primeiro aviso para as empresas fazerem a sua expressão de interesse”, considerando este procedimento foi “muito importante” para sinalizar as que estão interessadas em investir nos territórios. “O Fundo para a Transição Justa visa, nas regiões onde tivemos que encerrar centrais e onde houve encerramento de unidades produtivas, diversificar a base económica e promover a criação de emprego”, sublinhou.
No início deste mês, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo enviou um ofício ao Governo para manifestar a sua preocupação com o atraso na abertura das candidaturas ao Fundo de Transição Justa.
Os autarcas dos 13 municípios desta sub-região centravam as suas preocupações na concretização das intenções de candidatura apresentadas numa primeira fase, que ascendem a 266 milhões de euros, e no atraso no compromisso de abertura do aviso de concurso, que havia sido anunciado para o primeiro trimestre de 2022 e que ainda não se efetivou.
A governante falava aos jornalistas à margem da inauguração da exposição “Aromas que nos guiam”, em Évora, organizada pela Direção Regional de Cultura do Alentejo em parceria com a Fundação Nossa Senhora da Esperança. De Évora, a ministra seguiu para Mértola, no distrito de Beja, para inaugurar o 11.º Festival Islâmico de Mértola.
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