Acesso automático a lay-off tem “potencial para introduzir injustiças entre operadores”, alerta CCP
A CCP reitera que os novos apoios do Governo "nunca chegarão a tempo de contribuir para resolver um conjunto de compromissos financeiros que as empresas têm de cumprir em janeiro".
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) alerta que o acesso automático ao lay-off simplificado pelas empresas encerradas, uma medida anunciada pelo Governo para mitigar os efeitos do novo confinamento geral, tem “um grande potencial para introduzir injustiças entre os operadores económicos”.
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Isto já que ter apenas o critério do encerramento ou suspensão administrativa de atividades “esquece que há toda uma cadeia de fornecimento que será afetada”, ignorando “também que, num momento de incerteza como este, a apetência para a compra de determinados bens será reduzida ou nula”, argumenta a CCP, em comunicado. Defende então que seja “introduzido um critério que abranja quer o encerramento ou suspensão, quer as quebras significativas de atividade”.
A confederação vê como “positivo” o anúncio de medidas do Governo para fazer face ao novo confinamento, nomeadamente o reforço do Apoiar, um “programa fundamental neste momento”. Neste reforço, a segunda tranche dos apoios será paga já a partir da próxima segunda-feira e os limites dos subsídios serão aumentados, sendo que será lançado também um apoio extraordinário.
No entanto, a CCP reitera que “estes apoios nunca chegarão a tempo de contribuir para resolver um conjunto de compromissos financeiros que as empresas têm de cumprir em janeiro”, designadamente os custos acrescidos de Segurança Social e IRS relativos aos subsídios de Natal. É assim feito o apelo para que este pacote seja efetivamente implementado durante este mês, com destaque para os apoios ao arrendamento, e que cheguem às empresas, no máximo, em fevereiro.
Quanto às medidas anunciadas, a CCP expressa ainda “receio que os empresários possam ser confrontados com dificuldades no acesso às novas linhas de crédito, face aos níveis de endividamento já existentes”. Nota também como “preocupante” a ausência de medidas a nível fiscal, sublinhado que a anunciada suspensão da execução de penhoras até 31 de março é “claramente insuficiente”.
Já no que diz respeito à limitação de venda nos supermercados e hipermercado de alguns produtos comercializado nas lojas cujo encerramento se determina, como livros e artigos de desporto, a CCP diz que é uma medida “positiva”, que “procurar minorar as situações de desigualdade que se criaram no anterior confinamento entre os vários setores”.
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