Apesar de revisão em baixa, OCDE “confirma” estimativas do Governo para o crescimento, diz Siza

  • Lusa
  • 21 Novembro 2019

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital realçou o alinhamento das previsões da organização com as do Governo, que apontam para crescimento do país acima da UE.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital realçou esta quinta-feira o alinhamento das previsões da OCDE em linha com as do Governo, que apontam para um crescimento económico do país acima da média da União Europeia.

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“As previsões da OCDE estão em linha com as previsões do Governo: confirmam que as previsões são de que a economia vai continuar a crescer mais do que a média da União Europeia, mas as boas notícias, apesar de tudo, são de que toda a Europa e toda a economia mundial vai continuar a crescer. Pouco, mas cresce”, disse Pedro Siza Vieira.

O ministro falava aos jornalistas à margem do 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que começou esta quinta-feira em Viana do Castelo.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) melhorou a previsão para o défice português para 0,1% este ano e défice zero no próximo, em linha com o Governo, descendo em uma décima, para 1,8%, a estimativa para o crescimento económico em 2020.

Já para a Zona Euro, a organização melhorou em uma décima a previsão de crescimento económico este ano e no próximo, para 1,2% e 1,1%, respetivamente, e indica que é adequada uma política monetária muito acomodatícia.

“Também gostava de fazer notar que a OCDE relativamente a Portugal, não só está absolutamente alinhada nas previsões orçamentais do Governo português ao nível da consolidação do nosso défice e da redução da nossa dívida, mas também manifesta que as reformas estruturais que estão a ser realizadas vão permitir continuar a ter ganhos de competitividade nas nossas exportações e é isso que nos vai permitir continuar a crescer acima da média da União Europeia”, acrescentou o governante.

Aquilo que temos como objetivo, que é aproximar o nosso nível de vida, a nossa economia dos níveis europeus – esse processo vai no quarto ano consecutivo – vai-se continuar a prolongar. E essa ambição de convergência numa década é aquela que é importante para nós”, disse ainda Pedro Siza Vieira.

A OCDE alinhou, assim, as projeções com as do Governo português, que antecipou, no projeto de plano orçamental, enviado a Bruxelas em 15 de outubro, um défice de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e défice nulo em 2020.

“Prevê-se que a política orçamental permaneça prudente”, indica a OCDE, adiantando que o rácio da dívida pública em relação ao PIB deve continuar a descer. A organização prevê que a dívida pública recue para 119,3% do PIB este ano (a mesma previsão do Governo) e para 117,1% no próximo ano.

“O aumento da eficiência dos gastos públicos irá apoiar a criação de amortecedores orçamentais para enfrentar choques imprevistos e o impacto orçamental do envelhecimento da população”, lê-se no documento. A OCDE aponta ainda os “progressos significativos dos bancos no reforço dos seus balanços e redução do crédito malparado, apoiando o aumento da concessão de crédito e do consumo”.

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