S&P melhora rating do BPI, mas mantém-no no lixo

Agência subiu rating do BPI na sequência da conclusão da oferta do CaixaBank. Ainda assim, mantém a notação num nível considerado especulativo porque duvida de ajuda espanhola se Portugal falir.

Depois da Fitch, foi a vez de a agência Standard & Poor’s melhorar a notação de rating do BPI BPI 0,47% , na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o banco português. Argumenta a agência que o BPI é agora uma subsidiária estratégica para o grupo catalão e que, por essa razão, vai beneficiar do apoio financeiro espanhol.

O rating é melhorado de BB- para BB+, uma subida em dois níveis, que considera o BPI como investimento especulativo. Mas, ao contrário da Fitch, que retirou o banco português do lixo, a S&P mantém dúvidas em relação à instituição liderada por Fernando Ulrich.

“Consideramos que o BPI é agora uma subsidiária estrategicamente importante do CaixaBank”, diz a S&P em comunicado divulgado esta segunda-feira. “Depois de anos de uma forte presença minoritária no BPI, o CaixaBank adquiriu a grande maioria das ações e ganhou o controlo da gestão, tornando o BPI num importante ativo para a estratégia de longo prazo. Esperamos por isso que o BPI venha a beneficiar do apoio da casa mãe, incluindo apoio financeiro, se necessário”, justifica ainda.

"Consideramos que o BPI é agora uma subsidiária estrategicamente importante do CaixaBank. Depois de anos de uma forte presença minoritária no BPI, o CaixaBank adquiriu a grande maioria das ações e ganhou o controlo da gestão, tornando o BPI num importante ativo para a estratégia de longo prazo. Esperamos por isso que o BPI venha a beneficiar do apoio da casa mãe, incluindo apoio financeiro, se necessário.”

Standard&Poor's

Standard & Poor's

A decisão da agência surge depois de o CaixaBank ter concluído na semana passada a oferta sobre o BPI, operação na qual investiu 650 milhões de euros para passar a deter mais de 84% do banco português. Passou a deter o controlo maioritário e, com isso, já escolheu uma nova gestão: Pablo Forero substituirá Ulrich a partir de abril.

Argumentando a sua decisão, a S&P destaca o expertise significativo do CaixaBank na integração de entidades no grupo e ainda o conhecimento do BPI enquanto acionista do banco português durante anos. Mas sublinha também, como ponto negativo, o desafio que representa para a nova administração melhorar da rentabilidade do BPI representa desafios para a gestão, especialmente se a posição no Banco Fomento Angola se reduzir ainda mais. “O BFA tem sido consistentemente rentável e compensou os baixos resultados domésticos durante a crise”, consideram os analistas.

Apesar da estabilidade do outlook, a S&P deixa o rating do BPI condicionado pela notação que atribui a Portugal, “o que limita uma subida em duas notas do perfil de crédito do BPI”. “Isto reflete a nossa visão de que é pouco provável que o CaixaBank forneça apoio suficiente durante algum período de stress associado a uma hipotética bancarrota do soberano”, diz a agência norte-americana.

O BPI deixou de pertencer ao PSI-20 esta sexta-feira, devido à baixa liquidez que apresenta. As ações mantêm-se hoje nos 92 cêntimos com que fecharam na última sessão.

O banco fechou 2016 com lucros de 313,2 milhões de euros, um resultado representa um aumento de 32,5% face ao exercício do ano anterior, tendo superado largamente as expectativas dos analistas à custa, em grande parte, da quebra nas provisões e do aumento dos lucros na atividade internacional. O contributo do BFA para as contas do banco liderado por Fernando Ulrich foi o mais elevado de sempre.

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