PPR: Investimento encolhe (outra vez)

  • ECO
  • 7 Fevereiro 2017

A queda das taxas de juro fez encolher as rendibilidades proporcionadas por estes produtos comercializados pelas seguradoras. Com taxas mais baixas, o investimento recuou 9,5% em 2016.

Os Planos Poupança-Reforma (PPR) continuam a captar investimento, mas o montante que entrou nestes produtos encolheu novamente no último ano. Registou-se uma quebra de 9,5% face ao ano anterior, evolução explicada pela continuada queda das taxas que são oferecidas nestes produtos para a reforma comercializados pelas seguradoras.

Nos últimos três meses do ano passado registou-se um crescimento, mas o saldo no ano acabou por ser inferior ao verificado no ano anterior, refere o Jornal de Negócios (acesso pago). A produção acumulada em seguros PPR baixou 9,5% para 1.717 milhões de euros no último ano, segundo o relatório anual da Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Esta redução segue à quebra de 22,6% que já se tinha registado em 2015 face a 2014, sendo a continuação de uma tendência que tem sido patrocinada pelo contexto de juros baixos. Com a política monetária expansionista do Banco Central Europeu, as obrigações soberanas, onde estes produtos investem, afundaram. Assim, as taxas prometidas também têm deslizado.

A tendência de quebra nas remunerações proporcionadas pelos PPR através de seguros (representam a maior “fatia” deste mercado) deverá manter-se nos próximos tempos. “A capacidade de oferta das seguradoras em termos de garantias, tem de ser temperada pelas condições das taxas de juro de longo prazo”, diz José Galamba de Oliveira, presidente da APS, ao JdN.

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