Oliveira Martins não vê riscos de novo resgate

  • ECO
  • 8 Janeiro 2017

Para Guilherme d'Oliveira Martins, a subida dos juros da dívida já era esperada em função do aumento dos preços na Zona Euro. Diz que é importante não correr riscos de antecipar pressão dos mercados.

O ex-Presidente do Tribunal de Contas e actual administrador da Gulbenkian não vê riscos de um novo resgate a Portugal, isto apesar da subida acentuada das taxas de juro da dívida portuguesa na última semana. A yield das obrigações portugueses superou os 4% na quinta-feira, mas para Guilherme d’Oliveira Martins essa subida já era esperada em função do aumento dos preços na Zona Euro.

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“Julgo que não” existe risco de resgate, considerou Oliveira Martins em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. “E devemos ser muito claros. Nós não podemos correr o risco de antecipar pressões que decorram do mercado ou da perda de confiança do mercado. Isso é extremamente negativo. Sabemos que os fatores psicológicos pesam. Já pesaram” no passado, frisou o antigo Presidente do Tribunal de Contas.

Oliveira Martins pede para olhar para a subida das taxas das obrigações portuguesas com “muita prudência” e “conhecimento de causa”, dado, prossegui, o atual contexto europeu no que toca à subida generalizada dos preços no consumidor.

“Andamos a pedi-las. Andamos a pedi-las no sentido em que a situação em que nos encontrávamos no que se refere aos preços era uma situação de incerteza. Estávamos na fronteira entre deflação e a recessão. Neste momento este aumento das taxas de juro era previsível. O que é necessário é controlar isso”, disse o responsável.

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