Revista de imprensa internacional

O BoE assume os seus erros e a Bélgica reconhece falhas da polícia. A China aposta nas renováveis mas a Alemanha rejeita imposto verde sobre a carne. As seis notícias que marcam a atualidade mundial.

A polícia belga falhou repetidamente na prevenção de atentados, o Banco de Inglaterra fez previsões erradas sobre as consequências do Brexit, e as secretas americanas repetem e insistem: a Rússia influenciou as eleições que puseram Donald Trump na Casa Branca. Já as eleições francesas têm vários players a postos para chegar à segunda volta, incluindo o mais improvável Emmanuel Macron. Na Alemanha, um novo imposto verde, desta vez sobre a carne, o leite e o queijo, é imediatamente deitado abaixo pelo Governo, enquanto que na China os olhos estão postos na ecologia: um investimento multimilionário está na calha para a energia solar.

South China Morning Post

China vai investir 341 mil milhões em renováveis até 2020

A energia solar é a grande iniciativa de Pequim até ao final da década, esperando criar 13 milhões de empregos e reduzir a dependência do carvão. A China prevê assim um investimento de 2,5 biliões de yuan, ou 341 mil milhões de euros, na produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, com particular ênfase no sol. Até 2020, o país prevê que metade da energia consumida provenha de fontes renováveis. Leia a notícia completa no South China Morning Post. (Conteúdo em inglês / Acesso gratuito)

The Washington Post

Secretas americanas insistem: Rússia interferiu com propaganda nas eleições dos EUA

Rejeitando as críticas de Donald Trump aos serviços de informação dos EUA, o diretor das secretas americanas anunciou no Congresso esta quinta-feira que as autoridades russas se intrometeram nas eleições, e não apenas por via da divulgação de emails: “Qualquer falha que encontrassem na nossa malha, eles aproveitaram-na”, disse James R. Clapper Jr. Segundo o diretor, meios de comunicação como o Russia Today (RT) disseminaram notícias falsas e propaganda nas redes sociais. Leia a notícia completa no Washington Post. (Conteúdo em inglês / Acesso pago)

The Guardian

Economista-chefe do Banco de Inglaterra admite erros nas previsões do Brexit

“É justo assumi-lo”, disse Andrew Haldane, o economista-chefe do banco central inglês: as previsões acerca do que se iria passar na economia após o Brexit saíram muito ao lado. Para Haldane, o motivo desta falha, como da incapacidade de prever a crise financeira de 2008, tem a ver em parte com a dificuldade da economia moderna de encarar que existem comportamentos irracionais. Leia a notícia completa no The Guardian. (Conteúdo em inglês / Acesso gratuito)

Les Échos

Esqueça o PS, Emmanuel Macron pode ser o melhor candidato da esquerda

Ainda não se sabe quem vai vencer as primárias do PS, mas o melhor candidato da esquerda pode bem ser outro: Emmanuel Macron, o antigo ministro da Economia de Hollande, chegou-se à frente com um movimento fundado por si e numa nova sondagem do Les Échos deixa qualquer candidato do PS para trás. Caso o candidato do PS escolhido nas primárias dentro de três semanas seja Arnaud Montebourg, Macron tem mesmo possibilidades de chegar à segunda volta, ultrapassando Marine Le Pen. Leia a notícia completa no Les Échos. (Conteúdo em francês / Acesso pago)

The Wall Street Journal

Relatório mostra erros graves da polícia belga na prevenção de ataques terroristas

Um novo relatório preparado para o parlamento belga mostra como a polícia do país falhou em inúmeras hipóteses que teve de eliminar a célula do Estado Islâmico que mais tarde viria a realizar os ataques terroristas em Paris e Bruxelas. A polícia belga já tinha provas de que os irmãos Abdeslam, que atacariam Paris, tinham laços claros com o Estado Islâmico, sem que os tivesse interrogado ou agido para os deter, e ignorou ainda inúmeras dicas vindas de informadores e avisos de outros países. Leia a notícia completa no Wall Street Journal. (Conteúdo em inglês / Acesso pago)

Deutsche Welle

Pedidos de aumentar o IVA dos produtos animais rejeitados pelo Governo

A agência de proteção ambiental alemã recomendou ao Executivo que aumentasse o IVA sobre os produtos alimentares animais, incluindo a carne, o leite e o queijo, para desincentivar o seu consumo tomando em conta a quantidade de recursos naturais e energia que requerem para produzir — para a agência, estes produtos alimentares não deveriam ser taxados a 7% mas sim a 19%. No entanto, o Ministério do Ambiente deitou a ideia abaixo, assim como o ministro da Alimentação e Agricultura: “Não quero usar impostos punitivos para ditar aos cidadãos o que põem na mesa”. Leia a notícia completa na Deutsche Welle. (Conteúdo em inglês / Acesso gratuito)

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