Economia do Reino Unido continua a crescer a ritmo forte

Um crescimento inesperadamente forte no setor dos serviços ajudou a impulsionar ainda mais a economia britânica em dezembro, sem que se façam ainda sentir efeitos do referendo do Brexit.

A economia do Reino Unido está bem e recomenda-se, tendo continuado a crescer em dezembro para fechar um ano de resiliência perante a instabilidade provocada pelo referendo do Brexit. Uma subida acima das expectativas do setor dos serviços ajudou a empurrar a economia no último mês do ano.

Segundo o Purchasing Managers Index, citado pela Bloomberg, os serviços cresceram a um ritmo mais acelerado do que o registado no último ano, ajudando o Reino Unido a registar um crescimento de 0,5% em cadeia no quarto trimestre, um valor que é próximo do dos restantes trimestres do ano.

Os valores do crescimento podem surpreender os analistas que previam que a instabilidade decorrente da votação para sair da União Europeia teria efeitos imediatos na economia do Reino Unido. No entanto, apesar do crescimento em 2016, há riscos no futuro britânico, que já são visíveis nos números: o clima económico nas empresas de serviços manteve-se abaixo da média por preocupações com a incerteza, e os preços aumentaram ao ritmo mais elevado desde abril de 2011, em parte devido ao enfraquecimento da libra, mostra o índice desenvolvido pela consultora IHS Markit.

Falta ainda saber como o Banco de Inglaterra vai alterar a sua política no ano que vem, para reagir ao acelerar da inflação. Após a votação do Brexit, o banco central decidiu cortar as taxas de juro para mínimos recorde, mas agora a perspetiva é outra. “A próxima medida do Banco de Inglaterra provavelmente vai ser uma subida das taxas e não um corte”, propõe o economista Chris Williamson, da Markit, à Bloomberg. “Mas é claro que existe preocupação acerca da intensidade com que a incerteza relacionada com o Brexit poderá abrandar o crescimento”. A próxima decisão do Banco de Inglaterra chegará no dia 2 de fevereiro.

A questão é relevante agora que o princípio das negociações, agendado para março pela primeira-ministra Theresa May, se aproxima cada vez mais sem que se saiba ainda quais os planos concretos do Governo britânico para as negociações. Com a demissão, esta semana, do embaixador britânico na União Europeia, deixando uma carta crítica da estratégia que está a ser adotada, a instabilidade agrava-se mais ainda.

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