Petróleo em queda com esperança de acordo com o Irão

Futuros do Brent estão a cair 5,3%, para os 83,88 dólares por barril, depois de Donald Trump ter dito que negociações com o Irão vão ser retomadas esta segunda-feira.

Os preços do petróleo estão a cair com a expectativa de um acordo de paz no Médio Oriente. Os futuros do Brent, que serve de referência para o mercado europeu, estão a cair 5,3%, para os 83,88 dólares por barril, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que as negociações com o Irão vão ser retomadas esta segunda-feira.

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Trump cancelou um ataque iminente ao Irão para chegar a um acordo que permitisse reabrir o Estreito de Ormuz e resolver o impasse em torno das capacidades nucleares de Teerão.

“É claro que eles não querem ser atacados. Sabiam da dimensão deste ataque, porque o viram a tomar forma (…) O que estamos agora a fazer é dialogar com eles, no âmbito de uma negociação. Isso começa amanhã [segunda-feira] à tarde”, disse Donald Trump, a bordo do avião Air Force One, citado pela AFP, esta segunda-feira.

No sábado, na rede social Truth, Trump revelou que os aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão. Esse acordo em vias de ser concluído incluiria a “abertura imediata, completa e total do estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear do Irão”.

Sinais que ajudam a alimentar as perspectivas positivas dos mercados. Além do Brent também o WTI segue em rota descendente a cair 6,4% para os 79,52 dólares por barril e os futuros do S&P 500 sobem 0,6%, enquanto os futuros do Nasdaq registam um ganho de 0,8%. Os futuros europeus registam uma subida de 0,8%, apontando para uma abertura em alta.

A queda preço do petróleo é também explicada pela decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo, no formato alargado OPEP + (Argélia, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Cazaquistão, Omã e Rússia), ter decidido no domingo manter a sua estratégia de aumentar a oferta de petróleo pelo sexto mês consecutivo, adicionando 188.000 barris/dia ao mercado desde setembro.

As perspectivas positivas não se estendem aos mercados asiáticos que enfrentaram dificuldades, após um mês de julho turbulento que registou oscilações acentuadas devido às preocupações com a IA, com os investidores a manifestarem apreensão quanto aos enormes gastos de capital e à capacidade de estes proporcionarem retornos com a rapidez necessária. O Nikkei japonês segue a cair 1%, enquanto o KOSPI sul-coreano registou uma queda superior a 5%. O índice mais abrangente MSCI para as ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, registou uma descida de 1%.

Apesar do mau desempenho da bolsa, em termos cambiais, o iene valorizou para o nível mais alto dos últimos três meses, depois de os EUA e o Japão terem confirmado uma intervenção conjunta para travar a queda da moeda nipónica.

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