Secretariado nacional da UGT veta nome de Francisco Pimentel para presidência

  • Lusa
  • 30 Julho 2026

"O voto é secreto, provavelmente houve também alguns elementos da tendência social-democrata que poderão ter votado contra", diz o secretário-geral dos TSD, Pedro Roque.

O secretariado nacional da UGT vetou o nome proposto pelos Trabalhadores Social Democratas (TSD), Francisco Pimental, para assumir a presidência do organismo, com o secretário-geral dos TSD, Pedro Roque, a classificar a situação como “lamentável”.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“Na história da UGT, sempre houve entendimentos entre a tendência sindical socialista e os TSD, ao longo destes mandatos todos”, referiu, em declarações à Lusa, apontando que o candidato “apresentado pela tendência socialista, mereceu o acordo e a votação dos elementos da tendência social-democrata”.

O deputado do PSD e presidente do SINTAP Francisco Pimentel foi o único candidato proposto pela tendência social-democrata a presidente da UGT, confirmou à Lusa, Pedro Roque, na segunda-feira.

“O voto é secreto, provavelmente houve também alguns elementos da tendência social-democrata que poderão ter votado contra, mas o que é certo é que a maioria dos elementos da tendência sindical socialista vetou o nome indicado pela tendência social-democrata, coisa que nunca tinha acontecido antes na história da UGT”, lamentou.

Foi convocada uma “reunião de urgência” esta tarde para debater o assunto, disse, antecipando que vê “com dificuldade”, que seja apresentado “um candidato diferente que seja do agrado da maioria da tendência sindical socialista”.

“Estamos a falar, aliás, de uma pessoa que é presidente de um dos sindicatos mais antigos da Central, que deu muito à Central, cujo relacionamento entre as duas tendências no seio desse mesmo sindicato é absolutamente impecável”, referiu. “Portanto, é um elemento à prova de bala”, realçou, lembrando ainda que participou nas reuniões relacionadas com o Código de Trabalho e “não divergiu dos outros elementos”, portanto, “é absolutamente estranho que isto tenha acontecido”.

“Nós não estamos aqui para, por tentativas e erros, ir arranjando um candidato”, destacou, indicando que “isto é inédito e lamentável”. Francisco Pimentel iria suceder a Lucinda Dâmaso na presidência da UGT. Dentro da UGT há um acordo implícito que dita que os TSD escolhem o candidato a presidente e a tendência socialista escolhe o candidato a secretário-geral.

Apesar deste procedimento prévio, e tal como acontece nos restantes órgãos, o futuro presidente da UGT só será formalmente eleito no Congresso da central sindical, que se realiza em 10 e 11 de outubro, na Figueira da Foz. As votações do presidente e do secretário-geral da UGT são feitas em separado no Congresso, dado que estes são órgãos uninominais.

Nascido em 20 de julho de 1959, Francisco Pimentel é licenciado em Direito e é atualmente deputado do PSD, pelo círculo dos Açores. Inspetor Superior da Administração Pública dos Açores, o social-democrata desempenha vários cargos públicos, nomeadamente como presidente do SINTAP, presidente do Congresso dos TSD Açores e membro da Comissão Política Regional do PSD/Açores.

A Lusa contactou a UGT, que não quis comentar esta questão.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Secretariado nacional da UGT veta nome de Francisco Pimentel para presidência

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião