EDP mais otimista em todas as áreas de negócio, sobe meta de lucro de 2026 para 1,4 mil milhões

A subida das perspetivas é comum a todas as áreas de negócio. A anterior meta, anunciada em novembro, situava-se no intervalo entre 1,2 mil milhões a 1,3 mil milhões de euros de lucro para este ano.

A EDP está mais otimista em relação aos resultados que colherá no conjunto deste ano. A elétrica aponta agora para um lucro de 1,4 mil milhões de euros no final do ano, refletindo uma melhoria em todas as áreas de negócio.

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A perspetiva para os lucros de 2026 situava-se, em novembro passado, nos 1,2 mil milhões a 1,3 mil milhões de lucro. Contudo, desde esse mês, no qual se realizou o Capital Markets Day da cotada, as perspetivas melhoraram. Agora, a EDP espera terminar o ano com um lucro de 1,4 mil milhões de euros.

Esta melhoria é sustentada por melhores perspetivas para o valor do EBITDA recorrente, que sobe de 4,9 mil milhões de euros para 5,3 mil milhões de euros. O segmento das redes contribui com uma mudança no intervalo alvo, que passa de 1,5 a 1,6 mil milhões de euros para 1,6 a 1,7 mil milhões.

Também a área de Geração Flexível e Clientes e as Renováveis, concentradas na subsidiária de energias limpas, mostram a mesma tendência positiva. A geração e clientes ‘troca’ o intervalo de 1,3 a 1,4 mil milhões pelo de 1,4 a 1,5 mil milhões e, finalmente, como já havia sido anunciado esta quarta-feira, a EDP Renováveis sobe as respetivas perspetivas de 2,1 mil milhões de euros para 2,2 a 2,3 mil milhões de euros até ao final do ano.

Centros de dados no centro da discussão

As novas perspetivas de lucro e EBITDA foram apresentadas pelo CEO da EDP e EDP Renováveis, Miguel Stilwell de Andrade, esta manhã, numa chamada com analistas, no rescaldo da apresentação de resultados da empresa. A EDP subiu ligeiramente os lucros no semestre, apoiada por uma quase duplicação nos lucros da EDPR.

Na mesma chamada, os analistas trouxeram insistentemente o tema dos centros de dados para cima da mesa. Stilwell de Andrade projeta que estes “vão trazer um muito grande crescimento de procura” ao longo da próxima década e, no caso da Península Ibérica “há projetos concretos a serem construídos” e prontos para desenvolver a construção já no próximo ano.

O CEO indica que estes projetos são positivos para as áreas de negócio das redes, mas também para os ativos de geração já existentes e para a respetiva expansão. Além disso, “vemos oportunidades em torno dos PPA [contratos de aquisição de energia]”, afirmou, garantindo que a empresa dará novidades assim que existam acordos comerciais. O objetivo, conclui, é “capturar oportunidades decorrentes destas infraestruturas digitais”.

Sobre as Zonas de Grande Procura, que Stilwell já havia destacado em declarações ao ECO/Capital Verde como relevantes para os próximos passos da cotada, o CEO esclareceu que espera ter mais visibilidade sobre o resultado do concurso até ao final deste ano.

Em relação a possíveis desequilíbrios entre procura e oferta, Miguel Stilwell de Andrade prevê que “o crescimento da procura pode superar a geração por um período, mas a geração vai acompanhar”.

As perspetivas para 2028 e para lá desse ano deverão ser dadas ao mercado no segundo trimestre de 2027, informou ainda o CEO.

(Notícia atualizada pela última vez às 10:38)

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